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Projeto Agridoce leva mais de 10 mil pessoas ao Parque Vitória Régia


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Júlio Ricco/Divulgação

A cantora Pitty embalou a madrugada de sábado para domingo no parque mais popular de Bauru

O novo projeto da cantora Pitty e seu guitarrista Martin, Agridoce, foi recebido por uma multidão no Parque Vitória Régia, estimada em mais de 10 mil pessoas, na madrugada de sábado para domingo. Foi o espetáculo mais aguardado da Virada Cultural.

Sem guitarra ou qualquer outro instrumento eletrônico, Agridoce surpreendeu o público que viu uma nova fase da carreira da dupla, até então desconhecido pelos presentes. Pitty se manteve no vocal e no piano.

Com problemas técnicos no início, a apresentação começou com um pequeno atraso e a necessidade de passar o som novamente. Algumas pessoas chegaram a criticar a espera, mas se renderam ao grande espetáculo.

A Polícia Militar estima que mais de 10 mil

Éder Azevedo

Ontem, o cantor Lirinha apresentou sua versão solo, com canções do Cordel do Fogo Encantado no repertório 

pessoas acompanharam o show. “A Virada é uma oportunidade para a população conhecer novos projetos, outras culturas”, pontuou o secretário municipal de Cultura, Elson Reis.

A mestranda da UFRGS Carina Petsch, 23 anos, foi de avião de Porto Alegre a São Paulo e, em seguida, veio de ônibus para Bauru apenas para acompanhar mais um show da cantora.

De acordo com a estudante, que segue Pitty há cinco anos, Bauru foi o único lugar que não conseguiu falar com a artista. “Desta vez, não consegui encontrar o hotel”, justifica.

Mesmo assim, Carina ainda contratou um táxi para seguir a van da equipe e arriscar um novo contato, mas não teve êxito, já que a cantora voltou para São Paulo logo após sua apresentação em Bauru.

Éder Azevedo

A Virada teve apresentação do grupo Chemical Funk, com a versão locking mostrando a dança de rua

Atrações

Entre as atrações de ontem, a apresentação do cantor Lirinha também levou muitos adeptos do jeito extrovertido de cantar do ex-líder do grupo Cordel do Fogo Encantado. A dança de rua com elementos do hip hop, o locking, apresentado pelo grupo Chemical Funk, também agitou o Teatro Municipal.

No Sesc, o grupo de dança Excaravelhas, de Campinas, e a dupla  Pambazos Bros, originária do Uruguai, fizeram a diversão da garotada, incluindo um grupo de crianças de várias partes do Brasil que passaram a viver em Bauru depois de receber implantes cocleares. “Mais cedo, no Teatro Municipal, teve também a peça Canoa Encantada, que foi muito legal. A programação infantil foi muito diversificada e divertida”, avalia a carioca Kamila Rivas, 24 anos, mãe de Isabella Oliver, 6 anos. Por conta do tratamento, feito no Centrinho, elas vivem em Bauru há quatro anos.

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