Foi preso ontem o décimo suspeito de ligação com o ataque a um soldado britânico ocorrido em Londres, na semana passada. Enquanto isso, perto da residência do premiê David Cameron, simpatizantes da extrema-direita realizaram um protesto contra o crime, reivindicado por um islâmico.
O preso de ontem é um homem de aproximadamente 50 anos e, conforme a Scotland Yard, é suspeito de “cumplicidade no assassinato”.
Seis dos detidos já foram liberados, dois estão sob custódia por cumplicidade no crime e os dois principais suspeitos, Michael Adebolajo, 28 anos, e Michael Adebowale, 22 anos, que foram feridos pela polícia no local do crime, continuam no hospital, segundo a Scotland Yard.
O estado de saúde dos dois “é estável” e eles “serão interrogados assim que for possível”, indicou a polícia.
O soldado Lee Rigby foi atacado e morto a golpes de armas brancas - facas e um cutelo - no bairro de Woolwich, no sul de Londres. Logo após o crime, Adebolajo foi flagrado por testemunhas, em um vídeo, fazendo referências ao islã e dizendo que o crime era uma resposta às guerras no Iraque e Afeganistão.
No vídeo, ele diz: “juro por Alá que nunca pararemos de combater vocês”. “Olho por olho, dente por dente. Peço desculpas por mulheres terem tido de ver isso, mas, nas nossas terras. Nossas mulheres têm de ver o mesmo”, continua. “Seu povo nunca estará a salvo. Tirem o seu governo, ele não liga pra vocês.”
Islamofobia
O caso elevou temores de reações violentas contra a comunidade muçulmana no Reino Unido. Ontem, cerca de mil partidários da organização de extrema-direita EDL (Liga da Defesa Inglesa, na sigla em inglês) fizeram um protesto em frente ao gabinete do primeiro-ministro. Cantando palavras de ordem como “assassinos muçulmanos, fora de nossas ruas!”, os participantes abriram passagem através de um cordão policial em direção à Trafalgar Square. “Eles têm a Primavera Árabe. Chegou o momento de termos a Primavera Inglesa”, disse o líder do EDL, Tommy Robinson.