O Projeto Digital Mente, direcionado para atender pessoas com problemas de saúde mental, de Nelson José Barbosa, responsável pelo Acessa SP de Macatuba (46 quilômetros e Bauru), e da psicopedagoga Cláudia Masseran, foi escolhido o terceiro melhor do 9º Prêmio Mário Covas, que tem o objetivo de conceder destaque aos projetos que promovam a excelência na gestão do gasto público. Ao todo foram 434 inscritos no Estado. A premiação ocorreu na noite da segunda-feira, na Sala São Paulo, na capital paulista.
Dez prêmios fizeram parte da votação final. Além do Digital Mente, Macatuba também chegou à final com o Projeto Informática para a 3ª idade. “É uma grande vitória estarmos numa final e ainda colocarmos nossos dois projetos para serem votados”, comentou Barbosa. “E ter um deles eleito como o terceiro melhor de São Paulo é o reconhecimento do nosso trabalho”.
Barbosa esteve na cerimônia de premiação ao lado de Cláudia Masseran, que o auxiliou na elaboração do Digital Mente. “Nós, que trabalhamos com saúde mental, sentimos a necessidade de criar um projeto que auxiliasse os pacientes que se tratam com a gente a interagir com o computador. Conversamos com o Nelson e aí surgiu essa ideia”, explicou a psicopedagoga. “Uma equipe multidisciplinar da saúde mental avaliou os pacientes que poderiam participar e deu muito certo. A auto-estima deles aumentou muito”.
O Digital Mente participou do prêmio na categoria cidadania em rede, que destaca ações realizadas por usuários de centros gratuitos de inclusão digital no Estado.
O primeiro lugar ficou para o projeto ‘Monitor Virtual’, de Ribeirão Grande, e o segundo, ‘Onde está a acessibilidade digital brasileira’, de Sorocaba.
O Digital Mente
O projeto baseia-se em mostrar o computador desde o início para o aluno. “Mostramos o básico, a Internet e principalmente o Facebook. Eles tinham enorme curiosidade em saber entrar na Internet. Ensinamos eles postarem mensagens e gostam muito. Também aprendem a digitar textos”, explica Barbosa. “Os alunos evoluíram demais, antes tinham medo de mexer no computador. Mas todos tem capacidade de mexer como qualquer outra pessoa”.
Os participantes têm entre 25 e 70 anos e as aulas são ministradas as segundas-feiras na sala do Acessa SP, que fica no prédio da secretaria de Educação.