O ator, diretor de teatro e professor mineiro Ronaldo Boschi morreu na manhã desta quarta-feira (29), aos 66 anos, em Belo Horizonte, vítima de um câncer no pulmão.
Boschi começou a carreira artística na juventude. Trabalhou em dezenas de peças de teatro, deu aulas em cursos de artes cênicas e comunicação e ajudou a fundar o Centro de Pesquisas Teatrais.
Foi professor da PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) e da Uemg (Universidade do Estado de Minas Gerais), das quais se afastou em meados do ano passado para se dedicar mais ao teatro.
Desde então, estava escrevendo peças e artigos para jornais. No início do ano, lançou o livro infantil "O Elefantinho Valente", pela editora Baobá.
O teatrólogo também estava fazendo a catalogação de dados sobre os principais atores mineiros, vivos e falecidos. O último dos cerca de 70 perfis concluídos foi o da ex-mulher, a também atriz Joselma Luchini, 55.
"Ele amava a vida. Estava lutando. E achava que ia dar conta de viver mais um tempo", diz Joselma, que teve duas filhas com Boschi, Roberta, 27, e Jordana, 29, ambas profissionais de artes cênicas.
"Ele falava que foi feliz a vida inteira porque fez o que mais amava: teatro."
Mozahir Bruck, secretário de comunicação da PUC, onde Boschi lecionou durante cerca de 20 anos, também elogiou o ator. "Ele era muito querido pelos alunos. Foi, na essência, um artista. Ele despertou nos alunos a sensibilidade para a arte."
Boschi era fumante desde os nove anos de idade e largou o cigarro no ano passado, segundo a ex-mulher. "Mas aí os danos já estavam feitos. Ele parou tarde demais", diz ela.
O câncer foi descoberto em outubro. Boschi passou por tratamentos de quimio e radioterapia.
O sepultamento será nesta quinta, às 11h30, no Cemitério do Bonfim, na capital mineira.