Política

Pavimentação de ruas gera divergência

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

A pavimentação de duas quadras de ruas já abertas, inclusive nomeadas, tem gerado divergências. O serviço seria executado por uma construtora, como contrapartida exigida para a viabilização de empreendimento residencial no Parque Bauru. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), no entanto, indeferiu a execução da obra.

O motivo seria uma área verde com duas de suas laterais voltadas à quadra 1 da rua Adolfo Leoni e à 8 da rua Sandro Cervantes Chacão.   Na primeira, existe um poço de captação de água do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e, na segunda, considerável número de residências.

Titular da pasta ambiental, Valcirlei Silva alega que o indeferimento se deu apenas na quadra onde não há residências. O documento elaborado, porém, diverge do mapa entregue pela secretaria, que aponta o veto à pavimentação na Sandro Cervantes Chacão, de acordo com informações obtidas junto à Secretaria Municipal de Obras. Valcirlei alega que o indeferimento para a pavimentação é motivado pela existência de uma área de brejo, que, segundo seu entendimento, deve ser preservada. “Não é porque a rua já está aberta e com nome que devemos insistir no erro. Em relação à outra quadra, não tenho ressalvas”.

Sidnei Rodrigues, secretário de Obras, pontua que a recuperação da quadra 1 da Adolfo Leoni seria muito difícil, até mesmo pela presença do poço de água do DAE na via. Ele afirma que vai contestar o indeferimento da Semma para as obras apontadas pelo Grupo de Análise de Empreendimentos (GAE). “O asfalto naquele local vai trazer melhorias para a mobilidade e dar fim a uma série de problemas enfrentados pelos moradores”.

Valcirlei responde que Sidnei deve fazer essa solicitação formalmente para que a situação seja reavaliada.

Tráfego

Sidnei frisa que a Adolfo Leoni é um dos acessos que liga o Parque Bauru ao Tangarás, mais um motivo que justifica a necessidade de pavimentação. Morador do local há três meses, o ajudante de pedreiro Paulo Roberto Santos Guerra, 40 anos, conta que se surpreende com o intenso tráfego de veículos e caminhões pela via.

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