A flexibilidade é o maior aliado dos profissionais da saúde nos cursos à distância - EAD, pois devido à prerrogativa de trabalhar em dois ou mais vínculos (clínicas, hospitais, cuidadores de idosos e trabalhos particulares) e também pela pressão que sofrem em seus empregos (muitos pacientes para poucos funcionários e constantes cobranças, pois estão trabalhando com vidas que geralmente apresentam alguma debilidade física e/ou mental), conjugada, normalmente, a uma rotina familiar, acabam por não dar continuidade à formação acadêmica.
A falta de tempo, citada acima, aliada ao custo dos cursos e, muitas vezes, falta de incentivo do trabalho/emprego, seja em convênios para cursos e/ou incentivos em planos de carreiras, também desestimulam a continuidade da educação. Entretanto, com as novas tecnologias contribuindo cada vez mais para a EAD estamos quebrando barreiras como horários pré-determinados, deslocamento geográfico, turmas limitadas, entre outros.
Ressalta-se que a EAD exige mais disciplina do aluno, por ser uma forma mais autônoma em estudar, pois a sala de aula normalmente será sua residência, seu trabalho ou onde existir um ponto de rede. O desenvolvimento tecnológico tem sido fundamental para o crescimento da EAD, pois novas tecnologias surgem a todo momento (celulares, computadores, notebooks, tablets, etc).
Essa realidade só tem se concretizado face às facilidades mercadológicas em obter essas novas tecnologias e as dificuldades dos profissionais da saúde acima mencionadas, o que culmina por tonar a EAD uma excelente proposta para a continuidade de uma formação acadêmica, seja em cursos livres, capacitação, graduação e/ou pós graduação.
Pedro Henrique Andrade Ramos - Pós-graduando em Gestão em Saúde