Internacional

França diz que testes confirmam uso de gás na Síria; EUA querem mais provas


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O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse ontem que o país tem testes que confirmam o uso de gás sarin em diversas ocasiões no conflito na Síria. No entanto, não deu detalhes sobre quem e onde o agente químico foi aplicado.

A declaração de Fabius acontece horas depois de a comissão de investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Síria informar em relatório “ter motivos para acreditar” no uso das bombas na Síria. O grupo, porém, afirma que ainda testará amostras para determinar as circunstâncias em que se deram os ataques.

Em comunicado, o chanceler francês afirma que as provas foram submetidas a análise por um laboratório no país europeu e atestaram a presença do gás tóxico. O ministério não dá detalhes na nota sobre como foram feitos os testes e em que circunstâncias as provas foram obtidas.

Segundo fontes diplomáticas ouvidas por agências de notícias, as provas foram obtidas por dois jornalistas do “Le Monde” em Jobar, na periferia da capital Damasco, e em Saraqeb, na Província de Idlib, no norte da Síria.

EUA

Os Estados Unidos querem reunir e examinar mais evidências sobre o uso de armas químicas na Síria antes de tomar decisões sobre como responder a isso, disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, ontem, pouco depois das declaração francesa.

Em entrevista coletiva em Washington, Carney afirmou que os EUA acreditam que a maioria das armas químicas na Síria permanece sob o controle do governo e que estão “muito céticos” sobre as reivindicações de que a oposição as utilizou na guerra.

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