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Gripe A não foi confirmada em mulher que esperou leito de UTI

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

A Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde informaram que a operadora de caixa Gisele Valdenice Viana, 22 anos, não possuía síndrome respiratória aguda grave (SRAG), nem mesmo foi confirmada a infecção pelo vírus tipo A (H1N1). A paciente morreu na noite de ontem, após ficar por cinco dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual (HE).

No final do mês passado, a família de Gisele procurou o Jornal da Cidade devido à dificuldade em conseguir uma vaga de internação em UTI e afirmou que a equipe médica havia confirmado o diagnóstico de H1N1. Mas, ontem, a Secretaria de Estado da Saúde informou que, provavelmente, ela foi acometida por uma infecção generalizada causada por complicações em função do diabetes.

Com insuficiência renal, Gisele vinha sendo submetida à hemodiálise. “Os médicos disseram que ela teve falência múltipla dos órgãos. O sangue não estava circulando direito e estava coagulando na região das pernas. Eles disseram que não havia mais nada a fazer. A Gisele estava nas mãos de Deus”, lamenta a tia, Sandra Domingos Viana, 37 anos.

A operadora de caixa passou mal no dia 27 de maio e procurou o Pronto-Socorro Central (PSC) dois dias depois. Lá, segundo a família, médicos teriam dito que a jovem estava grávida, o que também foi negado pelas duas secretarias.

Um leito de UTI foi disponibilizado em Promissão, mas, devido à gravidade do quadro da paciente, os médicos não recomendaram a viagem, de 120 quilômetros. A vaga no HE só foi obtida por meio de mandado judicial no dia 31 de maio.

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