Tribuna do Leitor

Nossa homenagem


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Nesta mesma coluna, democrática como sempre, prestamos nossa homenagem a um dos mais ilustres jornalistas que Bauru conheceu ? Osvaldo Gaspar ? mais conhecido como o homem da "Pedra no Sapato".

Hoje, voltamos nossa atenção para outro "Manto Sagrado" da nossa imprensa; desta feita: João Correia das Neves. O veterano e saudoso jornalista, com graves problemas cardiovasculares, morreu no dia 20/10/1986, portanto, completou 27 anos do seu falecimento. E assim como o velho Gaspar, ninguém lhe prestou uma homenagem sequer, mas, infelizmente, isso é coisa dos "vivos". Correia das Neves morreu aos 84 anos, depois de uma vida íntegra consagrada à imprensa e ao serviço ferroviário (quem poderia nos dizer era o velho e saudoso jornalista e historiador, Pita, lá de P. Alves). Ele era aposentado da Rede Ferroviária Federal, como ex-servidor da antiga Estrada de Ferro Noroeste, onde exerceu cargos de importância.

Na imprensa, fundou, dirigiu e redatoriou vários jornais e revistas, mas ganhou notoriedade como redator chefe da antiga Folha do Povo, nos tempos, também do saudoso jornalista Paulino Raphael, onde, além de noticiarista de escol, assinava coluna diária de crônicas e artigos sob o pseudônimo de "Noé D?Arca". Durante a II Guerra Mundial, quando ainda não se possuíam os recursos de comunicação hoje existentes, como satélites e o telex, etc, etc, e o noticiário era todo extraído de transmissões de rádio, Correia das Neves, como hábil taquígrafo, foi responsável pela cobertura, na Folha do Povo, de todos os acontecimentos da grande conflagração, o velho lidador da imprensa, a quem Bauru deve muito de seu progresso, ganhou, por isso mesmo, por outorga da Câmara Municipal, o título Honorífico de "Cidadão Bauruense", até exerceu as funções de prefeito do município, por 20 dias, substituindo o então chefe do executivo, Major Gonçalves Fraga.

Seu nome figura ainda na galeria dos historiadores da cidade, pois que, além de escrever nos jornais sobre os fatos bauruenses, editou livros e folhetos relembrando a Bauru antiga, era presidente emérito da seção de Bauru da "Ordem dos Velhos Jornalistas".

João Álvares

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