Regional

Fazenda faz relação de prejuízos deixados depois de saída de MST

Da Redação JCNet
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Após a Justiça de Lençóis Paulista ter determinado reintegração de posse, os cerca de 300 acampados que haviam ocupado a Fazenda Santo Henrique, localizada na altura do quilômetro 77 da rodovia Osni Mateus (SP-261), em Borebi (32 km de Bauru), deixaram a propriedade na quarta-feira (5). Porém, antes de deixar a propriedade onde está instalada a Cutrale, o local foi depredado.

Eder Azevedo

Cerca de 81 toneladas foram dispensadas

Segundo assessoria de imprensa, os primeiros levantamentos, realizados na unidade agrícola invadida, demonstram prejuízos expressivos, não só ao patrimônio da empresa, mas em relação ao meio ambiente, por conta da violação de diversas embalagens com defensivos agrícolas. Pertences dos colaboradores também foram violados por conta do arrombamento de armários.

A reportagem esteve na Cutrale e constatou os danos. Aproximadamente 81 toneladas de laranjas foram dispensadas e jogadas ao chão. Algumas foram utilizadas para montar um grande mosaico de repúdio à Cutrale. Os mesmos dizeres pedindo a saída da empresa e criticando o uso de agrotóxico (“veneno”, nas palavras do MST) estavam estampados em várias pichações pelas paredes da propriedade e em veículos.

A estrutura também foi danificada. Várias fechaduras foram arrombadas e os armários dos banheiros foram completamente destruídos. Há ainda a suspeita de que houve furto de implementos agrícolas no local.

A assessoria disse em nota que os funcionários da colheita não puderam trabalhar por quatro dias, e hoje fazem a limpeza do local. Os prejuízos já estão estimados em torno de R$200 mil. Parte do maquinário de produção, alojamentos, fechaduras e cadeados foram destruídos, chaves, equipamentos, ferramentas de cozinha, motores de tratores, ônibus e caminhão teriam sido furtados.

Esta foi a quarta vez que a fazenda foi invadida nos últimos cinco anos.

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