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Morte de servente: Saúde nega falhas

Vitor Oshiro com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Arquivo/Reprodução/Éder Azevedo

Servente teria ficado quase dois dias no corredor do PSC à espera de atendimento especializado

Após analisar as fichas de internação de Sérgio Marcos Rosalin, 43 anos, o Departamento de Urgência e Emergência (DUE) afirma que não houve qualquer falha no procedimento que resultou na morte do servente. Conforme o JC divulgou ontem, a família da vítima reclama de negligência e registrou dois boletins de ocorrência (BOs).

Após sofrer uma queda no dia 26 de maio, o servente recebeu alta da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ipiranga no dia seguinte. A família alega que ele não tinha condições de ser liberado.

Com sintomas agravados, o homem deu entrada no Pronto-Socorro Central (PSC), no dia 28, e teria ficado quase dois dias no corredor, à espera de atendimento especializado. Somente neste momento foi realizada uma tomografia, que acusou traumatismo cranioencefálico.

Sérgio Rosalin foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Base (HB), onde ficou entubado e, na última quarta-feira, não resistiu e morreu.

Em nota, conforme o JC divulgou, a diretoria do DUE informou que todas as providências foram tomadas. O diretor do departamento, Luiz Antônio Bertozzo Sabbag, após analisar as fichas do caso, reafirmou ontem que não houve qualquer falha no tratamento.

A família, porém, questiona o fato de ele ter tido alta da UPA Ipiranga mesmo com dificuldades para andar e falar. “O médico que o atendeu é bem claro na ficha. Aponta que ele estava consciente e comendo. A orientação foi para ele voltar caso não melhorasse. Foi o que aconteceu. Ele não melhorou e, por isso, voltou”, aponta Sabbag.

Tomografia

Outro questionamento dos familiares é o fato de o servente não ter sido submetido a uma tomografia quando passou na UPA Ipiranga. “A tomografia não é um exame de rotina. Não é um exame simples. Naquele primeiro momento, não se detectou que havia necessidade da tomografia”, argumenta Sabbag.

Os familiares, contudo, afirmam que, depois da piora do quadro, o exame só fora realizada após muita insistência deles.

A divergência entre o atestado de óbito e o que foi alegado pelo médico também revoltou a família. No documento, consta que a causa da morte foi “traumatismo cranioencefálico - instrumento contundente”, porém o médico disse que foi uma infecção.

“Consta que a causa da internação foi traumatismo craniano. Conforme eu disse anteriormente, ele pode ter morrido de uma pneumonia. Isso não é incomum em pacientes que ficam em ventilação mecânica. Repito: não houve nada de anormal”, finaliza Luiz Sabbag.

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