O Dia dos Namorados é também o dia dos enamorados, apaixonados. E se o namoro deu certo, o próximo passo é o casamento. Neste domingo, às 19h, 30 casais participarão da segunda edição do casamento comunitário. Eles oficializarão a união e receberão a bênção religiosa em um culto ecumênico, que será realizado no Sagae Eventos.
O evento envolverá mais de 2 mil participantes entre familiares e amigos, incluindo mais de 40 parceiros do evento. Os casais terão direito a álbum de fotografias, assim como na edição passada, porém, neste ano, eles concorrerão também a uma noite de núpcias.
O sonho de Kelly Cristina Souza de Oliveira e Alessandre Tozi participarem do casamento comunitário quase não se concretizou, por uma questão de minutos. Juntos há 13 anos e dividindo um apartamento há 12, o casal se conheceu em uma lanchonete instalada dentro de um posto de gasolina, às margens da rodovia Marechal Rondon. Alessandre era encarregado de balcão e Kelly, balconista.
Kelly se dirigiu pessoalmente à Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes), no último dia do período de inscrições, mas faltou a certidão de nascimento de Alessandre. Como o caso era “urgente”, ele pediu folga no trabalho no final da tarde, buscou o documento na casa de sua mãe e, no caminho até a Sebes, o pneu da moto furou. Mesmo depois das 17h, prazo máximo de inscrição, ele conseguiu a vaga.
“Tivemos muita sorte. Nunca tive oportunidade de casar de véu e grinalda por conta das dificuldades financeiras com despesas de aluguel e prestações do financiamento do carro. O casamento acabou ficando em segundo plano”, conta Kelly. Mas agora, na cerimônia, o filho dela de 15 anos, fruto do antigo relacionamento, e outro de 2 anos, serão testemunhas desse marco na história deles.
Superação
O casal Juliana Roberta Amo e Pedro Augusto Gonçalves Dias superou muitos obstáculos até chegar ao casamento comunitário. O filho caçula do casal nasceu prematuro, com apenas cinco meses e meio de vida, pesando 750 gramas e medindo 33 centímetros.
O bebê ficou mais três meses internado no hospital após o nascimento. Os médicos, incrédulos, confortaram o casal de que a sobrevivência do pequeno Lucas era questão de dias. Mas Juliana não acreditou na declaração dos profissionais. Hoje, o menino tem um ano e um mês de vida.
“Essa foi a maior prova de persistência e fé. Todos os dias visitávamos nosso filho, duas vezes por dia. Ele era alimentado com leite materno, por meio de sonda”, conta Juliana. Atualmente, com uma menina de 6 anos, a família Dias está completa.
Juliana Roberta lembra a época em que conheceu Pedro Augusto. “Nós éramos amigos. Eu comecei um namoro e ele também. Não nos vimos durante três anos. Nos reencontramos depois de um certo tempo, já solteiros e decidimos namorar”, lembra.