Internacional

Obama defende vigilância de telefones

Folhapress
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu ontem os programas que têm espionado telefonemas e servidores de internet, dizendo que o monitoramento é “legal e limitado”.  “Não estamos ouvindo os telefonemas”, disse. “Não dá para ter 100% de segurança, 100% de privacidade e zero inconveniência”. Ele reafirmou que congressistas e juízes conheciam o programa de monitoramento. “Nós temos que fazer certas escolhas como sociedade.”

E-mails, vídeos, fotos e bate-papos nos servidores de Google, Facebook, Apple, YouTube, Microsoft (Hotmail), Skype e Yahoo são acessados pelo governo há seis anos por um programa chamado Prism.  A denúncia, feita pelos jornais “The Washington Post” e “The Guardian”, vem após a revelação de que milhões de telefonemas da companhia telefônica americana Verizon eram monitorados pelo governo, graças a uma lei de segurança nacional, usada no combate ao terrorismo. Enquanto a Verizon confirmou que entregou os dados em razão de uma ordem judicial, tanto Mark Zuckerberg, quanto Larry Page, do Google, disseram que “jamais fizeram parte do programa”.

Polêmica

A escala da vigilância sobre a comunicação privada de milhões tanto nos EUA como no exterior, criada pelo governo do republicano George W. Bush e mantida no de Obama, ampliou o debate sobre sacrifícios às liberdades individuais e à privacidade em nome do contraterrorismo. Cresce, também, a discussão sobre o abuso do governo em estender o monitoramento dos cidadãos indeterminadamente.

Obama defendeu a atuação do governo, horas antes de se encontrar com o novo presidente chinês, Xi Jinping, com quem trataria do tema de ciberespionagem.

A União Europeia reagiu à invasão de privacidade além das fronteiras americanas.”Estamos naturalmente preocupados com possíveis consequências para a privacidade dos cidadãos europeus”, disse a comissária europeia, Cecilia Malmström.

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