Bairros

Por que rotatórias? Porque existem pessoas, bicicletas...

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

O estudo apresentado por Marília Campos Hildebrandt propõe sete novas rotatórias que trabalhem no sentido de facilitar o escoamento do tráfego, garantir maior segurança em importantes interseções e que valorizem a principal característica urbana, que é ser um espaço de congregação e cruzamento de diferenças, na criação de um ambiente dinâmico e público.

As rotundas estão dispostas de acordo com as diferentes zonas e também levam em consideração hierarquia de vias, dentre as que possuem maior fluxo e outras com um fluxo mais moderado.

Na contextualização de tal elemento no âmbito da mobilidade urbana, o enfoque dos deslocamentos antes atribuídos somente aos carros, inclui atualmente indivíduos que usufruem o espaço, sendo assim, caráter da rotatória não apenas considerar veículos automotores em seu desenho urbano, como também todas as circunstâncias de circulação  dispostas nos mais de 10 quilômetros de Nações Unidas e Nações Norte.

A rotatória pode ser constituída como um instrumento de requalificação da cidade, ou ainda mais, como conformadora de uma infraestrutura de mobilidade urbana, atendendo aos novos atores das políticas de planejamento: as pessoas.

Comparadas a outro cruzamento tradicional, as rotundas apresentam inúmeras vantagens. Uma das mais notáveis, além de sua capacidade de aumento substancial das melhorias na fluidez, é a significante redução de pontos de conflitos ao cruzamento prioritário, que se deve fundamentalmente à organização dos fluxos de tráfego num sentido único, garantindo excelentes níveis de segurança, referentes à receptividade por parte do condutor, para ceder o direito de passagem junto à entrada e em relação aos atravessamentos pedonais.

Fluxos

De acordo com especialistas, as rotatórias resultam em ótimas soluções, particularmente na resolução de pontos de conflitos entre três ou quatro ramos afluentes, enquanto as rotundas que abriguem à articulação de mais de seis ramos afluentes devem ser evitadas. Implantada desde o princípio como uma alternativa de reordenação do tecido urbano, a rotatória adotou paulatinamente a função de distribuição de fluxos.

Sua origem remonta à Idade Média, mesmo antes do surgimento do automóvel, adotada como renovadora da trama, passou a ser empregada em muitos planos de urbanização de cidades europeias e americanas, resultado de um crescente interesse em solucionar o problema de saturação das principais vias.

O desempenho da gestão da circulação somente lhe foi atribuída no início do século XX, pelo engenheiro francês Eugène Hénard, que ao desenvolver o conceito de circulação giratória em torno de uma ilha central, tornou-se pioneiro na associação das questões urbanísticas às de circulação. Atuando no exercício da arquitetura na cidade de Paris, projetou as primeiras rotundas urbanas.

 

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