Internacional

Líbia: confrontos deixam 31 mortos

Folhapress
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Confrontos em protesto contra a atuação das milícias em Benghazi, no leste da Líbia, deixaram 31 mortos. O ato, realizado neste sábado (8), pedia a criação de um Exército regular no país, que é defendido por grupos armados.


Segundo a agência de notícias Lana, três pessoas morreram hoje em decorrência dos confrontos, aumentando o saldo que o governo informava na noite de sábado, de 28 mortos e 60 feridos. Outras cem pessoas ficaram feridas nos protestos.


A violência começou quando os manifestantes contrários às milícias, alguns deles armados, tentaram esvaziar à força o prédio ocupado pela brigada Escudo da Líbia. Houve confrontos entre os dois grupos, que usaram desde pistolas até artilharia antiaérea.


A Escudo da Líbia é integrada por ex-rebeldes que combatiam contra o regime de Muammar Gaddafi, que foi derrubado em outubro de 2011, e responde de forma extraoficial ao Ministério da Defesa. O governo líbio tem recorrido a esse tipo de grupo armado diante da falta de um Exército regular.


Em discurso na noite de ontem, o primeiro-ministro, Ali Zeidan, disse que a milícia deixou seu quartel, dominado pelo Exército regular. No local, os militares apreenderam armas de grosso calibre. O governo abriu uma investigação para determinar as responsabilidades e pediu calma a ambos os lados.


A cidade havia sido cenário de conflitos parecidos em outubro, quando manifestantes enfrentaram as milícias. Benghazi é o berço da revolução que derrubou Gaddafi, mas se tornou uma das cidades mais instáveis da Líbia pelo domínio de grupos milicianos.


A instabilidade permitiu a presença de grupos radicais islâmicos, em especial de outros países do norte da África, que passaram a atacar as missões diplomáticas ocidentais. Em setembro, o então embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Christopher Stevens, foi morto em um ataque ao consulado do país na cidade.

 

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