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Crescimento de Aécio em pesquisa foi ?pibinho?

Folhapress
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Congressistas aliados da presidente Dilma Rousseff, e da própria oposição, afirmaram ontem que o desempenho do senador Aécio Neves (PSDB-MG) na pesquisa Datafolha para a sucessão presidencial foi pequeno diante da intensa exposição do tucano em programas de rádio e TV do PSDB.

O senador Jorge Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado, afirmou que a pequena melhora do tucano na pesquisa foi um “pibinho” - numa comparação ao baixo crescimento econômico do País. “Com toda a exposição do Aécio, o crescimento dele foi um pibinho. Foi menor que o crescimento econômico”, afirmou.

Colega de partido de Aécio, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que a oposição precisa “aproveitar mais” as dificuldades do governo para crescer nas pesquisas. “Faltou fazer oposição, assumir o compromisso com a ruptura desse governo. Se tivesse uma postura de mais visível contestação, desconstruindo o modelo governista, a oposição cresceria mais”, disse o tucano.

Pesquisa Datafolha divulgada anteontem pela “Folha de S.Paulo” mostra que Aécio foi o único que cresceu em relação ao levantamento de março. Ele tem agora 14% das intenções de voto, quatro pontos a mais que na pesquisa anterior - e ficaria em segundo lugar na disputa, tecnicamente empatado com a ex-senadora Marina Silva, que obteve 16% dos votos.

Dilma teria 51% das intenções totais de voto e ganharia no primeiro turno, segundo a pesquisa. O governador Eduardo Campos (PSB-PE), aparece em quarto lugar no levantamento, com 6% dos votos.

A pequena subida de Aécio ocorreu após o tucano estrelar comerciais e programas do PSDB no rádio e na TV, falando como candidato. O partido optou por deixá-lo protagonizar as peças publicitárias já de olho em sua candidatura como adversário de Dilma em 2014.

Defensor da candidatura de Campos, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) disse que o governador, possível candidato do PSB à Presidência, vai melhorar seu desempenho à medida que se tornar mais conhecido no País.

Rollemberg considera que será “inevitável” um segundo turno com Dilma na disputa presidencial, mesmo que o pessebista não esteja na corrida ao Planalto.

Tanto os governistas quanto a oposição atribuem a queda de 8 pontos na popularidade de Dilma registrada pelo Datafolha ao cenário econômico.

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