Título estranho. Depois do quê? Duas
vezes o advérbio. Podem ser aplicadas mais
vezes considerando a vida. Tantas que nem
imaginamos. Já nos entendemos. O advérbio
se refere ao "depois da morte". Complexo.
Apesar dos estudos e experiências o autor
continua a procurar.
Doutrinas afi rmam que além da vida
existe o depois enquanto outras se afi ançam
contrárias. Se o leitor perguntar-se porque ou
para o que vive, surgirão mil perguntas. E terá
mil respostas que gerarão outras mil questões
numa interminável interrogação. Depois da
morte... Cada um escreve a sua história. Todo
capítulo é o refl exo da conduta no uso do livre-
arbítrio. As escolhas conduzem todos os
tópicos da uma vida. È o próprio roteirista e
diretor do espetáculo da sua existência.
De nada adianta especular sobre assuntos
se não quer entender por princípios, preconceitos
ou outros motivos que o descaracterizam. A
verdade só é encontrada ao desbravar a coerência
pessoal na análise da lógica da vida.
Cada pessoa nasce, vive situações imprevisíveis
e se pergunta: "porque isso tinha que
acontecer comigo?".
Aí a questão. Destino? Nada acontece por
acaso. A pessoa arquiteta o seu destino. Ser o
que é consagrando habilidades para o correto
ou censurável é escolha pessoal. Colhe do que
semeou. Agora ou depois. "O destino não vem
do exterior para o homem, ele emerge do próprio
homem". (Rainer M. Rilke ? 1875-1926)
Como ilustrações: se planejar um crime e
o cometer o homem nasceu para urdir e matar
ou foi o destino que o levou a esboçar e
praticar o delito? E a vitima? Era seu destino
morrer violentamente? O suicida pensou ser
o seu destino matar-se? Ninguém se mata por
acaso. Só por ignorância espiritual.
Somente à humildade para reconhecer
a verdade afastando conceitos e crendices.
Buscar conhecimentos nos Livros Sagrados e
doutrinadores leais aos ensinamentos divinos.
Lutar e orar para vencer as tentações mundanas.
Fazer do livre-arbítrio a chave da vida
pessoal até alcançar a plenitude espiritual.
Orar rendendo graças pela força interior.
Superar todas as provocações terrenas pelo
dom concedido por Deus: a liberdade para as
escolhas espirituais e materiais. Ao perguntar-
se sobre o depois do depois, admirável é
conhecer as sementes a plantar confi ando em
que a ceifa será farta e generosa.
Que a modéstia seja o farol a iluminar a semeadura.
Munir Zalaf - escritor e palestrante)