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Defensoria recorre à Justiça para impedir demolições no Maracanã

Folhapress
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 O defensor público federal André Ordacgy afirmou nesta quinta-feira (13) que irá ajuizar uma ação civil pública na próxima semana na Justiça Federal do Rio de Janeiro para impedir a demolição do estádio de atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Julio Delamare, no Maracanã, zona norte do Rio. 

 

"Tanto o Julio Delamare como o Célio de Barros são essenciais para efeitos de preparação no atletismo e de esportes aquáticos do Brasil para as Olimpíadas de 2016. A própria imagem do país está em jogo bem como as verbas federais que o Ministério dos Esportes vem repassando mensalmente para as federações e confederações prepararem seus atletas nessas áreas. O dinheiro público está sendo jogado fora e isso não pode ser admitido", disse o defensor. 

 

O projeto de privatização da administração do Maracanã prevê a derrubada das duas instalações. A defensoria disse que tomou ciência, pelo noticiário, de que o Iphan-RJ havia autorizado as demolições.

 

A defensoria solicitou, então, o tombamento dos espaços, mas a superintendência estadual do órgão não acatou o pedido. 

 

Agora, Ordacgy disse que irá recorrer com uma representação formal junto ao Ministério da Cultura e ao Iphan nacional -considerando que o Célio de Barros e o Júlio Delamare são patrimônios culturais arquitetônicos e históricos para preservação da memória do esporte nacional e se encontram no entorno do estádio Mário Filho- que é um bem tombado. 

 

A Defensoria Pública também vai oficiar o Ministério dos Esportes para que a pasta intervenha na ação. 

 

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