A paralisação dos funcionários da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) deve ser debatida em assembleia hoje, na Capital.
Em Bauru, 50 % dos funcionários de campo – que vão às ruas no combate à dengue – estão em greve desde quarta-feira (5). Eles reivindicam reajuste salarial de 32,2 %, referente ao período de cinco anos, aumento no valor do vale-alimentação de R$ 8,00 para R$ 26,22, além de transparência no critério do prêmio de incentivo aos funcionários da saúde do Estado de São Paulo.
Segundo o delegado sindical de base da Sucen, Pedro Dourado de Carvalho, os servidores que não aderiram à paralisação fazem parte do setor administrativo. Sendo assim, os trabalhos de combate à dengue na cidade estão sendo prejudicados.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde informou que já teria aprovado um novo plano de cargos e salários para a categoria.
As reivindicações serão debatidas hoje em mesa de negociação composta pelos secretários da Saúde, Giovanni Guido Cerri, e da Gestão Pública, Davi Zaia, além de oito integrantes do sindicato dos trabalhadores da saúde.
Enquanto os funcionários da Sucen permanecem em greve, o trabalho de nebulização da dengue está sendo prejudicado em Bauru. A ação continua por meio da equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). No entanto, sem o auxílio da Sucen, o rendimento do trabalho deve cair consideravelmente.