Internacional

Líder supremo do Irã ataca EUA ao votar em eleição presidencial

Folhapress
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Ao iniciar ontem a eleição que definirá o sucessor de Mahmoud Ahmadinejad à Presidência, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, atacou os EUA por questionar a lisura do voto iraniano. O resultado da votação, que parece ter causado mobilização maior do que a prevista - pela lei iraniana, o voto não é obrigatório -, não havia sido anunciado até a conclusão desta edição.

“Vão para o inferno se não acreditam na nossa eleição”, disse Khamenei ao votar às 8h de ontem em uma mesquita dentro do complexo que abriga a sede do regime, em Teerã.

“Se a nação iraniana esperasse agir em razão daquilo em que vocês acreditam ou não, (ela) teria ficado para trás”, afirmou o líder, cujo voto marca simbolicamente a abertura dos centros de votação pelo país. A Folha esteve entre um seleto grupo de jornalistas estrangeiros e iranianos presentes à cerimônia, organizada sob vigilância máxima da Guarda Revolucionária, a força de elite do regime.

Aparentando estar em forma, Khamenei, 73 anos, entrou na sala sob gritos religiosos de assessores e seguranças e cumprimentou os mesários e os jornalistas.

Ele teve alguma dificuldade para registrar seu nome e colocar os dois boletins nas urnas (também houve votação para vereador) por poder usar apenas a mão esquerda, já que a direita ficou paralisada após uma tentativa de assassinato, em 1981.

O líder supremo pediu às autoridades eleitorais que “protejam” o voto popular, numa clara tentativa de tranquilizar a população acerca das suspeitas de fraude que levaram a megaprotestos contra a reeleição de Ahmadinejad, há quatro anos.

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