Kai Pfaffenbach/Reuters |
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Kawashima, goleiro japonês, até que tentou, mas não conseguiu barrar gol de Paulinho, segundo do Brasil |
A Seleção Brasileira não tem do que reclamar da sua estreia na Copa das Confederações. Ontem, depois de dois minutos de bola rolando, Neymar encerrou um jejum de nove jogos sem marcar e ajudou o Brasil a vencer o Japão por 3 a 0, no estádio Nacional (Mané Garrincha), em Brasília. A torcida gritou o nome do craque do Barcelona e indicou ter ficado de bem com a Seleção, apoiando do início ao fim. O time de Luiz Felipe Scolari não encantou, mas mostrou estar cada vez mais ganhando corpo como equipe. Fora do campo, houve prostesto em Brasília.
Neymar abriu o placar em um golaço de fora da área, o Japão chegou a ser mais perigoso em meados do primeiro tempo, mas antes do intervalo o Brasil assumiu o comando completo do jogo. O segundo gol saiu com Paulinho, aos dois minutos da etapa final. Depois disso a partida caiu de ritmo, o Brasil administrou o resultado, mas achou o terceiro gol nos acréscimos, com Jô, após jogada toda de Oscar.
A Seleção Brasileira volta a jogar na quarta-feira, às 16h, contra o México, na Arena Castelão, em Fortaleza. Antes, por esse mesmo Grupo A, os mexicanos medem força contra a Itália, hoje, também às 16h, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Jogo
Neymar precisou de dois lances na Copa das Confederações para pelo menos amenizar as desconfianças que caiam sobre ele. No primeiro, aproveitou o erro de um zagueiro, ganhou dele na corrida, fintou e chutou. A bola explodiu na marcação, mas mostrou que o craque estava com vontade.
Neymar não desistiu do lance. Pegou a sobra, protegeu e tocou para Marcelo. O lateral-esquerdo pausou a jogada e colocou a bola no peito de Fred, na meia-lua. O centroavante errou o domínio acertando. Porque Neymar vinha de trás, pegou na veia e mandou no ângulo para começar a construir a trajetória da Seleção na Copa das Confederações.
O problema é que depois do gol o time brasileiro demorou a deslanchar. Os erros de passe eram constantes. Os laterais subiam bastante, mas não conseguiam dar continuidade às jogadas. Paulinho e Oscar tinham dificuldades na criação e a bola chegava pouco até o ataque.
O Japão foi impondo seu estilo de jogo, marcando no campo de ataque, e conseguiu criar três chances de gol na primeira etapa, sempre com Honda. Aos cinco, o meia bateu falta de longe e Julio Cesar espalmou. Três minutos depois, recebeu cruzamento da esquerda e chutou por cima. Depois, aos 18, arriscou de longe e viu o goleiro brasileiro bater roupa e assustar a torcida.
Pelo lado brasileiro, a melhor alternativa era com Hulk pela direita. Talvez o mais criticado dos titulares, foi o jogador do Zenit St. Petersburg quem melhor jogou na primeira etapa. Foi depois de um cruzamento dele que Kawashima precisou se esticar todo para evitar um gol contra. Aos 40 minutos, nova chance com Hulk, que recebeu na ponta, cortou para o meio e bateu de canhota, acertando a rede pelo lado de fora.
Nos dez minutos finais, aliás, a Seleção Brasileira dominou completamente os espaços. E quase fez 2 a 0 em uma boa trama ofensiva. Neymar puxou o contra-ataque pela esquerda e cruzou certinho para Fred, que dominou, achou o espaço e chutou rasteiro. Kawashima fez ótima defesa.
O goleiro, porém, acabou sendo responsável direto pelo segundo gol brasileiro. Assim como na primeira etapa, a Seleção marcou logo aos dois minutos. Daniel Alves cruzou da direita, Paulinho dominou e girou chutando para o gol. Kawashima chegou na bola, mas aceitou.
O Japão tentou responder logo, em um lance em que Uchida chutou para fora, mas o Brasil logo se recompôs defensivamente e neutralizou o jogo do rival. A Seleção, porém, não conseguia criar. Taticamente o time funcionava, mas faltava aquele algo a mais que caracteriza o futebol brasileiro. Foi por isso que a torcida já aos 12 minutos pedia Lucas e foi ao delírio pouco depois quando o garoto foi para o aquecimento.
A substituição só veio aos 28 minutos, depois que o Japão criou boa chance para descontar, com Maeda. Mas Julio Cesar dessa vez pegou firme. Lucas entrou no lugar de Neymar, cansado, e logo depois Hernanes substituiu Hulk, que desapareceu no segundo tempo. Fred, pouco depois, deu lugar a Jô.
Com nova formação ofensiva, o Brasil teve um novo gás, principalmente por conta da correria imposta por Lucas. A equipe não conseguia criar chances de gol, mas arrancou aplausos, gritos de incentivo e até fez a torcida cantar olé. No último lance, Oscar fez jogada individual, acertou lindo passe nas costas da zaga e Jô marcou na saída do goleiro.
Reuters |
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Neymar fez história ao marcar o gol mais rápido da história em Aberturas de Copa das Confederações |
Brasil:
Julio Cesar; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Hulk (Hernanes), Oscar e Neymar (Lucas); Fred (Jô). Técnico: Felipão
Japão:
Kawashima, Uchida, Konno, Yoshida, Nagatomo; Endo (Hosogai), Hasebe; Honda (Inui), Kagawa, Kiyotake (Maeda); Okazaki. Técnico: A. Zaccheroni
Local: Mané Garrincha, em Brasília
Árbitro: Pedro Proença (POR)
Auxiliares: José Trigo e Bertino Miranda (ambos de POR)
Cartões amarelos: Hasebe (JAP)
Gols: Neymar, aos 3min do primeiro tempo; Paulinho, aos 3min, e Jô, aos 48min do segundo tempo

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