Esportes

Nigéria chega repleta de problemas


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Nenhuma das seleções participantes da Copa das Confederações vive dias tão atribulados como a Nigéria. Em vez da tranquilidade e da concentração para se preparar, a equipe vive dias de cortes, lesões e desentendimentos. Os campeões africanos devem chegar só hoje a Belo Horizonte, véspera da estreia contra o Taiti. O elenco mal deve ter tempo para se aclimatar à cidade e ao fuso horário, muito menos de treinar algum aspecto específico. Apesar desse panorama de caos, o desembarque na capital mineira é um alívio.

A chegada da equipe era prevista na última quinta-feira, mas um desentendimento interno adiou a viagem. Após o empate no dia anterior fora de casa contra a Namíbia, pelas Eliminatórias da Copa, os jogadores decidiram não se apresentar no hotel para a saída rumo ao aeroporto. Eles protestavam pela segunda vez contra a falta do pagamento de premiação pelo resultado.

A federação nigeriana havia prometido entregar US$ 5 mil para cada atleta em caso de empate, porém na hora de dar o dinheiro, o valor era metade disso. Esse tipo de problema já havia acontecido em março depois da vitória sobre o Quênia. A reincidência causou a revolta do elenco e atrasou a viagem.

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, tratou logo de acalmar os ânimos e dizer que havia conversado com o técnico da Nigéria, Stephen Keshi, e ouvido dele a confirmação de que o grupo viajaria ao Brasil. Caso isso não acontecesse, a seleção corria o risco de ser banida das competições da Fifa.

 

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