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Secretário quer reunião com manifestantes

Folhapress
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Arquivo/AE

Manifestante pede paz durante os protestos da semana passada, na Capital paulista

Dois dias após o último protesto contra a redução das passagens de ônibus e metrô organizado pelo MPL (Movimento Passe Livre), o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, convidou a liderança do movimento para uma reunião com o intuito de evitar novas cenas de violência no próximo protesto, marcada para a hoje às 17 horas.

Em entrevista coletiva na na Secretaria de Segurança Pública, na tarde de ontem, Vieira anunciou um convite aos manifestantes do MPL para uma reunião às 10 horas de hoje. Esse é o primeiro convite oficial que o governo faz aos manifestantes.

“Não queremos ver mais o que aconteceu na semana passada. Queremos que as pessoas se manifestem, mas queremos também que a população consiga chegar em casa”, disse o secretário. “Sabemos que a imensa maioria dos manifestantes quer se manifestar em paz”.

Para Vieira, o uso da tropa de choque não deve ser necessária na próxima manifestação, já que ele acredita que o ato será pacífico. Ele também disse, diversas vezes, que quem estiver portando vinagre não será detido.

Quando questionado sobre o uso de bombas e de balas de borracha, o secretário afirmou que não acredita que o uso desses instrumentos será necessário.

O secretário também afirmou que não há previsão para o fim da investigação dos abusos cometidos por policiais no protesto da última quinta-feira.

Diante dos casos de violência contra a imprensa, como no caso da jornalista Giuliana Vallone, da Folha de S.Paulo, que levou um tiro de bala de borracha no olho (mas não corre o risco de perder a visão), e do fotógrafo Sérgio Silva, da agência Futura Press, que também levou o tiro no olho e tem chances mínimas de recuperar totalmente a visão, o presidente da Arfoc (Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo) levantou a possibilidade de a imprensa usar uma identificação conjunta. O secretário considerou a proposta “interessante”.

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