A manifestação no Rio, que transcorreu de forma pacífica por mais de duas horas, começou a ficar tensa quando um grupo se aproximou da sede da Assembleia Legislativa, na noite de desta segunda-feira (17). Cerca de 40 mil pessoas participam da manifestação contra o aumento das passagens de ônibus.
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Sergio Moraes/Reuters |
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Manifestantes puseram fogo na escadaria que dá acesso à Assembleia |
Na frente da Alerj, os manifestantes jogaram morteiros contra policiais, que ficaram encurralados próximo à porta do prédio. Os manifestantes colocaram fogo nas escadarias que dão acesso ao imóvel e os policiais reagiram com bombas de gás lacrimogêneo. Apesar da tentativa, não houve invasão ao local.
A confusão começou depois que um carro de som anunciou que o Congresso Nacional, em Brasília, fora ocupado por manifestantes. A multidão no Rio, então, começou a gritar: "Ocupa, ocupa, ocupa a Alerj". Na semana passada, a sede da assembleia já tinha sido palco de um confronto entre manifestantes e policiais.
Ao final do dia, pessoas que saiam do trabalho, muitos usando terno, se somaram à multidão. As avenidas Presidente Vargas (no sentido Cinelândia) e Rio Branco foram fechadas ao trânsito.
Cerca de 600 estudantes da UFRJ (Universidade Federal do Rio) saíram do IFCS (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais) no centro do Rio em direção à Igreja da Candelária. São alunos de várias faculdades da UFRJ de diferentes pontos da cidade que vieram em grupos de dez, para evitar a repressão policial.
