Tribuna do Leitor

Centrinho: o que está havendo lá?


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Moro em São Paulo-Capital e sou paciente do Centrinho há 28 anos. Sempre percebi o Hospital como uma continuidade da minha casa, da minha família, dos meus amigos. Estar tantas vezes em tratamento ambulatorial ou internada não era penoso, nem quando eu era criança, por causa do jeito "humanizado" dos funcionários tratarem os pacientes e suas famílias.

No entanto, de uns meses pra cá tenho sentido claramente a mudança no modo como eu e minha família somos tratados. Passei por tantas situações constrangedoras num prazo tão curto de tempo que nem sei por onde começar a relatar...

Assistência Social: parece que tem raiva de estarem trabalhando lá no hospital, tratam seca e friamente os pacientes, parece que a intenção é justamente fazer com que os pacientes não as procurem (as assistentes sociais) pra não "encher o saco".

Enfermagem Ambulatorial: Tem uma mulher que dá medo precisar dela!!! Gente do céu, logo eu, acostumada com o carinho e jeito especial das enfermeiras que cuidam de mim desde criança... Só de ver a cara dela me dá desespero! Extramente grosseira e impaciente.

Enfermagem Pós-Operatório: tem um rapaz novo lá que eu só tive o desprazer de conhecer em fevereiro deste ano quando fiz a minha última cirurgia... Ele chega a dar xiliqueeeeee com os pacientes operados! No dia seguinte à cirurgia ele reuniu alguns pacientes para irem até o refeitório tomar o desjejum... Pediu que todos fossem andando antes deles. E todos nós fomos! De repente, ele gritou como se estivesse num "galinheiro": dá pra parar de andar!? Eu preciso falar com vocês"

Meu Deus! Mas 1 minuto antes ele mesmo pediu para que fôssemos andando na frente dele... Em compensação, na hora da troca de turno, eu, meio sonolenta por causa da anestesia, ouvi duas enfermeiras antigas comentando com outra paciente "Essa aqui é a Erika, nossa bebezinha... está conosco desde que nasceu". Me conhecem pelo nome!

Atendimento Telefônico: no dia 04/06/2013 passei o dia todo tentando falar no "Agendamento" (fone 3235-8132), sem sucesso. No dia seguinte consegui falar e comentei educadamente com a pessoa que atendeu: bom dia! Outro dia passei o dia todo tentando falar neste número, mas ninguém atendeu...

"Por favor, você sabe o que aconteceu?" Deu azar!" Foi essa a resposta que ouvi!!!! O que tá acontecendo com este hospital? Frequento este lugar uma vida toda e não o reconheço mais! Nos ajudem!!!! Obrigada!

Érika Stupp

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