Com o grito de “vem pra rua”, que já virou símbolo nacional, os bauruenses organizaram o segundo protesto da semana, na noite desta quinta-feira (20). De forma pacífica e com mais de 6 mil participantes, segundo cálculos da Polícia Militar, os manifestantes bloquearam as alças de acesso que ligam as avenidas Duque de Caxias e Rodrigues Alves com a Nações Unidas e seguiram para a avenida Getúlio Vargas. De acordo com o capitão da Polícia Militar, Alan Terra, o número de manifestantes oscila a todo o momento, já que alguns pequenos grupos acabam indo embora e outros chegam no decorrer do trajeto.
Renata Marconi |
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Manifestantes iniciam trajeto na Praça Rui Barbosa com destino à Nações |
Com cartazes, máscaras, rostos pintados e com palavras de ordem, os estudantes iniciaram o trajeto na Praça Rui Barbosa, no Centro, com destino à Nações Unidas. Em seguida, eles acessaram a Duque de Caxias e seguiram rumo a Getúlio Vargas.
"Isso é só o começo", os jovens gritavam afirmando que o Brasil vai mudar, que haverá outras manifestações. Com o discurso de “não ao vandalismo e à corrupção”, os jovens também cantaram o Hino Nacional Brasileiro, além de outras paródias com críticas ao governo em relação aos gastos com a Copa do Mundo.
Som
Diferentemente do primeiro dia do movimento, realizado no Centro de Bauru nesta segunda-feira (17), que se concentrou em frente à Câmara, os estudantes vieram equipados com caminhão de som, que seguiu o ritmo dos batuques e do coro dos integrantes da bateria da Unesp.
As reinvindicações continuam sendo diversas. Entre as principais estão as críticas contra os altos gastos públicos, o descaso contra a educação e a saúde, a redução da tarifa do transporte público de Bauru e a retirada da PEC 37.
Em sua essência, a PEC 37 impediria os promotores de justiça e procuradores da República de presidir inquéritos penais, definindo a atribuição como exclusiva das polícias Civil e Federal.
Ainda segundo o capitão Alan Terra, cerca de 100 PMs trabalham na manifestação, garantindo a segurança de todos os pedestres. Até o momento, não foram registrados incidentes.
Assembleia
Por volta das 20h30, havia uma divergência entre os manifestantes para onde a passeata seguiria. Por votação, foi escolhido que o trajeto de volta para a Praça Rui Barbosa seria feito pela avenida Nações Unidas, local do início da manifestação e onde haverá uma assembleia entre as lideranças e os participantes do movimento.
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Renata Marconi |
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Manifestantes pedem que a população participe; afirmam que as mudanças só acontecem com lutas |
Movimento traz politização, diz socióloga e manifestante
'A ocupação do espaço público traz o jovem a pensar em política', diz a professora e socióloga Aline Maffi. Ela lembrou que há tempos os jovens não fazem manifestações políticas e esta serve para acordar a população, que ensina a politizar. 'É necessário que a construção - dessa politização - seja ser cotidiana, acrescentou.
O JCNet acompanha o movimento.
Veja as imagens: