A Chapa 1 (situação) venceu a eleição da diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), em Bauru, com 568 votos. A Chapa 2 recebeu 389 e a 3, 141 votos. O quórum mínimo de 1.033 servidores (50% + um dos filiados à entidade) foi atingido já na última quinta-feira. Até o final, não houve incidentes.
Concorrem às eleições três chapas. A primeira delas (1) era a da situação, denominada “Democracia e Luta”, que se classifica como “sem vinculações partidárias”. A segunda, “Chapa dos Servidores”, representa a Central Única dos Trabalhadores (CUT). E a terceira, “Trabalhadores em Luta”, é ligada à CSP/Conlutas.
A atual diretoria, em release distribuído aos veículos de comunicação, vincula as duas chapas opositoras ao PT e ao PSTU. Representantes dos dois grupos, no entanto, negam a informação.
A votação aconteceu entre os dias 17 e 21 de junho. A apuração começou às 20h de ontem e terminou por volta das 23h30 desta sexta-feira.
Esta eleição aconteceu em razão de decisão judicial que anulou processo realizado no ano passado. Na ocasião, as chapas concorrentes acusaram uma a outra de fraude. Foi necessária a intervenção da Polícia Militar (PM) durante a apuração. Os votos foram queimados.
Advogado da Comissão Eleitoral, José Francisco Martins conta que, para garantir a lisura e a tranquilidade nos trabalhos, foi solicitado o reforço da segurança com efetivo policial dentro e fora da sede do sindicato.
Além disso, foi limitado em 10 o número de representantes de cada chapa no ambiente da apuração dos votos. A Chapa 2 chegou a solicitar que a contagem dos votos acontecesse na Câmara Municipal.
Os demais membros das chapas e servidores interessados puderam acompanhar a apuração da rua, por um telão, instalado na fachada do prédio do Sinserm.