Pelo menos dez pessoas, nove delas turistas estrangeiros, morreram na madrugada de sábado para domingo em um ataque de homens armados contra um hotel no norte do Paquistão.
Esse é o pior atentado dos últimos dez anos contra turistas internacionais no país.
O Taleban local assumiu a autoria do ataque, promovido como retaliação a operações dos EUA com drones.
As vítimas estrangeiras eram da China, Ucrânia e Rússia, segundo Ali Sher, inspetor geral da região de Gilgit, no extremo norte do Paquistão, a meios de imprensa locais. Haveria ainda um americano. O único paquistanês morto era o guia.
A morte de chineses causa preocupação política para as autoridades do Paquistão. A China tem parceria estratégica com o país e a relação bilateral é importante para equilibrar a influência norte-americana na região.
O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou o atentado em um comunicado e afirmou que “esse tipo de ato cruel e desumano não será tolerado” e que “serão feitos os esforços necessários para fazer do Paquistão um lugar seguro para turistas”.
A província de Gilgit-Baltistan, onde ocorreu o ataque, pertence ao território histórico da Caxemira, região que a Índia e o Paquistão disputam desde sua independência do Império Britânico, em 1947.
A região acolhe a maior quantidade dos poucos turistas estrangeiros que visitam o país asiático, principalmente os que gostam de escalada --a montanha Nanga Parbat é uma das poucas no mundo com mais de 8.000 metros de altura.
O ataque aconteceu por volta de 1h (horário local) na área de Fairy Meadow, um conhecido enclave turístico com florestas e prados a mais de 3.000 metros de altitude.