Os motoristas do transporte circular de Bauru decidiram, em reunião na noite desta segunda-feira (24), manter a greve da categoria nesta terça-feira (25). Será o quinto dia de paralisação total dos coletivos na cidade. Os trabalhadores tomaram a decisão mesmo cientes da multa diária de R$ 100 mil e da possibilidade de demissão por justa causa.
Mais cedo, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) informou, pela sua assessoria de imprensa, que determinou que o transporte coletivo de Bauru voltasse a circular 100% nos horários de pico e 80% nos de entrepico.
Segundo a assessoria de imprensa da Emdurb, o representante da comissão dissidente do sindicato, Walter Dutra, está ciente da liminar e já foi intimado que se não voltasse com o transporte estaria sob pena de multa diária de R$ 100 mil a ser paga por ele e demais membros da comissão.
Um desembargador relator foi nomeado e irá analisar a legalidade da greve. A ausência de coletivos nas ruas também poderá configurar abandono coletivo de trabalho, sob o risco de gerar demissões por justa causa e crime de desobediência à Justiça.
Participaram da audiência conciliatória no TRT em Campinas, a Transurb, Sindtran, Grupo Dissidente e a Emdurb.
Protesto na Câmara
Os motoristas em greve se reuniram em frente à Câmara Municipal, na manhã desta segunda-feira (24), para expor as reivindicações que motivaram a paralisação do transporte público na cidade, que já entra no quarto dia consecutivo.
O presidente da Câmara Municipal, Sandro Bussola, pediu calma aos manifestantes e debateu as propostas em uma reunião com a mesa diretora, composta por alguns vereadores e representantes dos motoristas.
À noite, em horário a ser definido, haverá outra reunião com o prefeito Rodrigo Agostinho, os vereadores, trabalhadores e as três empresas operadoras do transporte público na cidade.