Polícia

Caso Duda: preso acusado pelo 18º homicídio do ano

Marcele Tonelli e Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 4 min

Douglas Reis

Fábio Paulino foi preso na manhã desta quarta-feira, na residência de familiares, na zona rural de Iacanga

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), prendeu, na manhã desta quarta-feira (26), um dos autores do crime, possível acerto de contas, que culminou com a morte de Eduardo da Silva Ramos, 29 anos, vulgo “Duda”, encontrado morto com perfuração de tiros e golpes de facão, na noite do dia 29 de abril, às margens da rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), a Bauru-Iacanga, próximo à Vila Paulo.

A prisão de Fabio Paulino, 35 anos, conhecido como “Fabio Bueno”, decorre de dois meses de investigações. O acusado pelo homicídio, que estava com a prisão temporária decretada há alguns dias, foi detido na residência de alguns familiares em um bairro rural de Iacanga, com dinheiro, uma pistola espanhola de uso restrito das Forças Armadas e munições.

De acordo com o delegado Cledson Luiz do Nascimento, Fábio não ofereceu resistência à prisão e foi surpreendido enquanto dormia dentro da casa.

“Na data de ontem descobrimos o paradeiro dele e pedimos um mandado de busca e apreensão. Por conta da periculosidade, cercamos a casa com cerca de 15 policiais do setor de inteligência”, comenta o delegado.

Com o acusado, foram apreendidos R$ 1.880,00 em dinheiro e cheque, além da pistola e mais 28 munições.

“Tudo indica que ele continuava a atuar no tráfico de drogas pela quantia apreendida”, acrescenta o delegado.

A polícia procura agora por Jeferson da Cruz Silva, vulgo “Jé”, de 21 anos, também acusado pelo homicídio.

Relembre o caso

Conforme o JCNet divulgou, o homicídio foi esclarecido na última quinta-feira (20). Segundo o delegado da DIG, Cledson Luiz do Nascimento, a motivação do crime teria sido porque Duda estaria superfaturando as vendas de drogas, que eram realizadas pelos três nos bairros Parque Jaraguá e Núcleo Fortunato Rocha Lima, em Bauru.  

Ainda segundo Cledson, Duda foi vítima de uma emboscada. “Ele estava morando em uma chácara em Arealva. Pela dinâmica da ação do crime, a moto que era utilizada por Fábio e Jeferson emparelhou com a vítima na rodovia. Um deles efetuou um disparo contra Duda, que teria jogado o carro em cima da motocicleta, fazendo com que eles caíssem do lado esquerdo da rodovia. Na queda, as armas, dois revólveres calibre 38 e uma pistola 9 milímetros, caíram pela vegetação, mas um dos disparos já teria atingido o peito de Duda”, explica.

Os dois não teriam finalizado o crime com as armas de fogo porque não as encontraram. “Possivelmente, a dupla não teria conseguido encontrar as armas, pois estava muito escuro no local. Então pegaram um facão, que estava no carro de Duda, e deram diversos golpes na nuca dele”, diz Cledson.

Após cometer o delito, a dupla, mesmo acidentada, fugiu a pé. “Uma mulher reduziu a velocidade do veículo na pista, por conta do acidente, e acabou sendo abordada pelos bandidos. Sem agredir a condutora, eles exigiram que ela os levasse até o Núcleo Fortunato Rocha Lima”, salientou o delegado.

Investigação e motivação do crime

A polícia apurou que a motocicleta, uma Falcon de placas EFD 2613, pertencia a Jeferson e diversos objetos pessoais de Fábio Paulino ficaram pelo local. Logos após o homicídio, os endereços dos acusados permaneceram fechados e eles não foram mais vistos pelo local. Contudo, através das provas e das informações de campo colhidas pela polícia, foi confirmada a acusação.

A motivação do crime, segundo investigações, estaria embasada no tráfico de entorpecentes. “O Duda tinha o contato direto com o fornecedor da droga e ele estaria superfaturando o valor recebido nas vendas em R$ 500,00 a mais, antes de repassar aos comparsas. Os três trabalhavam juntos no tráfico e inclusive o ‘Jé’ seria um dos distribuidores da droga ao Duda”, explica o delegado da DIG.

Por outro lado, ainda de acordo com o delegado, Fábio teria sido cúmplice de Duda em um roubo a uma residência no Mary Dota, onde foram levadas 18 armas.

“Quando houve a recuperação das armas, Duda ficou na dívida com Fábio. Creio que esse tenha sido outro motivo que levou Fábio e Jéferson a cometerem o homicídio”, pontua.

A Polícia Civil pede o auxílio da população para encontrar Jeferson da Cruz Silva, vulgo “Jé”, de 21 anos, que ainda está foragido. Quem tiver informações do paradeiro dele, pode ligar nos telefones 197 ou 181. A identidade do denunciante será preservada.

Douglas Reis

Jeferson da Cruz Silva, vulgo “Jé”, continua foragido; os telefones para denúncia são 197 e 181

 

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