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Oposição ataca Mantega na Câmara

Folhapress
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O ministro Guido Mantega (Fazenda) ouviu ontem duras críticas da oposição, que chegou a sugerir sua demissão. Durante audiência de mais de cinco horas com o ministro na Câmara de Deputados, parlamentares criticaram desde o baixo crescimento e a inflação alta até a falta de credibilidade das contas públicas e a pequena entrada de turistas estrangeiros no País.

Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi o mais enfático. Ele disse que, por causas de erros de projeção para o crescimento, Mantega estaria demitido, se estivesse em empresa privada. Segundo o parlamentar, os problemas atuais do Brasil derivam de uma crise de confiança no País, e não de uma crise internacional. “A crise tem nome e sobrenome: chama-se Dilma e chama-se Guido Mantega”.

O ministro rebateu as críticas dizendo que, em seu mandato, a inflação sempre ficou no limite previsto no regime de metas. Ele negou a manipulação das contas públicas e afirmou que todas as operações do Tesouro são feitas na legalidade e publicadas no “Diário Oficial da União”.

Ao defender a política econômica do governo, Mantega destacou, ainda, que, nas manifestações realizadas no País, não houve reclamações contra falta de emprego ou de “descontrole da economia”. Para o ministro, o crescimento abaixo do previsto é reflexo da crise internacional. “O deputado Rodrigo Maia ignora a crise. Eu gostaria que não tivesse crise. Esse é o mundo do deputado”. Sobre os boatos de sua possível demissão, Mantega disse que não passam de “fofocas” de pessoas que querem enfraquecer o governo.

Brasil preparado

As recentes turbulências internacionais não devem gerar falta de liquidez nos mercados, mas de qualquer forma o Brasil está preparado para enfrentar esse “novo capítulo da crise” internacional, disse ontem o ministro da Fazenda.

Mantega defendeu que o Brasil está preparado para enfrentar o novo cenário com as turbulências decorrentes da esperada redução dos estímulos monetários dos EUA. Para ele, essa nova situação na maior economia do mundo causa incerteza e volatilidade, mas o Brasil está bem posicionado.

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