Internacional

Obama crítica Rússia no caso Snowden

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse ontem que não fará manobras de bastidores com a China e a Rússia em torno do pedido de extradição de Edward Snowden, autor das revelações sobre programas secretos do governo norte-americano para o monitoramento de comunicações.

Obama, que parecia preocupado em não deixar o caso ofuscar sua visita a três países da África, começando pelo Senegal, também negou que os EUA tenham a intenção de tentar interceptar Snowden caso ele seja autorizado a deixar Moscou por ar.

“Não, não vou ficar mexendo com jatos para pegar um hacker de 29 anos”, disse ele em entrevista coletiva em Dacar, com voz de desdém. Snowden completou 30 anos na semana passada.

Obama disse que os canais legais regulares devem ser suficientes para lidar com a entrega de Snowden, cidadão norte-americano que fugiu para Hong Kong antes de fazer a denúncia e depois embarcou para Moscou, onde supostamente permanece em uma área de trânsito do aeroporto Sheremetyevo. Obama disse que ainda não conversou pessoalmente com os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, sobre o caso.

Ameaça ao Equador

Os EUA sinalizaram ontem a intenção de evitar que o caso de Edward Snowden afete as relações com Rússia e China, mas deixaram claro que estão dispostos a impor represálias ao Equador se o país der asilo ao ex-técnico da CIA que revelou um programa de espionagem do governo. Segundo o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Patrick Ventrell, haverá “graves dificuldades” nas relações entre Quito e Washington caso o presidente equatoriano, Rafael Correa, resolva receber Snowden.

Comentários

Comentários