O governo anunciou nesta quinta-feira (27) que irá aumentar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para móveis e linha branca. O reajuste começará a valer na próxima segunda-feira, dia 1º de julho, e valerá até o fim de setembro, informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
As taxas, contudo, não voltarão aos seus valores originais, como previsto inicialmente pelo governo. Será feito apenas um "reajuste parcial".
No total, nove categorias de produtos serão afetadas. São elas: fogão, tanquinho, refrigerador e congelador, máquina de lavar roupas, móveis, painéis, luminárias, laminados e papéis de parede.
No caso dos produtos de linha branca, as taxas que estavam entre 2% e 10% ficarão agora entre 3% e 10%. As alíquotas originais variavam de 4% a 20%.
Já no segmento de móveis, painéis e afins, cujas alíquotas estavam entre 2,5% e 10%, as taxas irão variar agora entre 3,0% e 15%. Os valores originais ficavam entre 5% e 20%.
Ao não restaurar integralmente o valor do imposto, o governo optou por uma renúncia fiscal de R$ 307,5 milhões nos próximos três meses, segundo cálculos da Receita Federal.
De acordo com Mantega, o governo negociou com os empresários para que o reajuste não seja repassado aos consumidores.
"O setor varejista e os produtores farão um esforço para absorver o aumento de modo que não prejudique as vendas e não aumente a inflação", afirmou.
O ministro disse ainda que irá "estudar" formas de conter o aumento de preço nas matérias-primas, uma queixa dos empresários do setor.