Caminhoneiros bloqueiam o trânsito na Anchieta na manhã desta segunda-feira (1). O grupo reivindica o fim da cobrança adicional do pedágio por eixo levantado (sem carga), que passou a valer hoje. A medida foi anunciada por Alckmin na semana passada, quando o governo suspendeu o reajuste em pedágios de rodovias privatizadas.
Os manifestantes, que dizem ser autônomo e não pertencer a nenhum sindicato, também pedem diminuição de 20% no valor dos pedágios em rodovias do Estado e redução dos impostos que incidem sobre os combustíveis.
O anúncio ocorreu na semana passada. Os caminhões passarão a pagar pedágio pela tarifa cheia, sem a chance de descontar os eixos levantados, prática usual nas estradas paulistas.
O grupo diz ser autônomo e não participar de nenhum sindicato. O protesto tem cerca de 30 pessoas, segundo a Ecovias, empresa que administra a pista. O bloqueio nas faixas central e da direita ocorre na altura do km 23. Há lentidão do km 23 ao km 21, também no sentido litoral. O tráfego flui pela pista da esquerda.
Apenas carros e motos conseguem passar. Os manifestantes também permitem a passagem a caminhoneiros que levem cargas perecíveis ou de emergência, como material hospitalar.
"Não houve conflito, o protesto é pacífico. A orientação da Polícia Rodoviária Estadual é apenas acompanhar", diz o tenente Moacir Mathias, responsável pelo policiamento da manifestação.
Protestos
A rodovia Cônego Domênico Rangoni também foi bloqueada por caminhoneiros em protestos nesta manhã. Por volta das 10h30, um comboio de caminhões, acompanhado pela Polícia Militar Rodoviária, causa lentidão no sentido São Paulo do km 1 ao km 8 da rodovia SP 248 --continuação da Cônego.
Já na Grande São Paulo, um protesto também de caminhoneiros bloqueia o tráfego nos dois sentidos da pista expressa da Castello, em Barueri. A concessionária CCR Viaoeste, que administra a via, montou desvios no km 32, no sentido São Paulo, e km 26, no sentido interior.
Há filas de veículos do 30 km ao km 33, no sentido capital paulista. Na direção do interior, a lentidão entre o km 18 e o km 19 e os kms 23 e 24.
Já no trecho sul do Rodoanel, na região de Itapecerica da Serra (Grande São Paulo), um grupo de 70 manifestantes do bairro Crispin interrompe o tráfego no km 45, sentido Mauá. Há lentidão do km 45 ao km 29. Eles pedem a construção de uma alça de acesso ao Rodoanel.
Segundo alguns manifestantes, eles precisam rodar por mais de 40 km por dentro de Itapecerica para acessar o Rodoanel.
Paralisação
Em seu site, o Mubc (Movimento União Brasil Caminhoneiro) convoca todos os caminhoneiros para uma paralisação na manhã desta segunda-feira em apoio às manifestações que ocorrem pelo país e também reivindicando soluções para questões nacionais da categoria.
Entre as exigências estão o subsídio no preço do óleo diesel, isenção do pagamento de pedágios para caminhões e a criação da secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas.
Espírito Santo
Além das manifestações em Minas Gerais e em São Paulo, há protestos de caminhoneiros nesta segunda-feira (1º) em rodovias que cortam o Espírito Santo. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há bloqueios parciais em três pontos do estado. Na BR-262, que liga o Espírito Santo a Minas Gerais, caminhões estão sendo impedidos de trafegar, nos dois sentidos, a partir do quilômetro (km) 10, na entrada do bairro Areinha, no município de Viana.
O mesmo ocorre na BR-101, que liga o estado ao Rio de Janeiro e à Bahia, no km 392, em Rio Novo do Sul; e no km 375 da mesma rodovia, em Iconha, onde os manifestantes interditam os dois sentidos das pistas centrais. De acordo com a PRF, o fluxo está liberado nas marginais para veículos menores. Nos três pontos, agentes negociam a abertura total das rodovias com os manifestantes.
A exemplo do que ocorre em outros estados, os caminhoneiros do Espírito Santo reivindicam redução do valor do óleo diesel, melhores condições de trabalho e de infraestrutura das rodovias.