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Corpo de menino é levado para a Bolívia; enterro deve ser amanhã

Folhapress
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O corpo do menino boliviano Brayan Yanarico Capcha, 5, embarcou para a Bolívia na tarde desta segunda-feira (1). Ele deve chegar a La Paz por volta das 19h (horário boliviano) e depois seguirá para o interior do país, onde a família do menino morava antes de vir para o Brasil.

Reprodução

O corpo do menino deve ser enterrado nesta terça-feira na Bolívia

O enterro da criança está programado para amanhã.

Os pais de Brayan também viajaram acompanhando o corpo, com a ajuda do Consulado-Geral da Bolívia e da companhia aérea. Segundo consulado, o casal não retornará ao Brasil e os tios do menino que ainda vivem no Brasil estão traumatizado e também devem voltar ao país natal.

Natural da província de Omasuyos, a família de Brayan chegou ao Brasil há cerca de seis meses. Vieram a convite de um tio da criança para trabalhar como costureiros na casa onde ocorreu o crime.

Ontem, a polícia apreendeu um adolescente, que seria o terceiro suspeito do crime a ser encontrado. Outros dois jovens - Paulo Ricardo Martins, 19, e Felipe dos Santos Lima, 18 - foram reconhecidos por testemunhas e presos anteontem.

O autor do disparo, no entanto, foi identificado como Diego Rocha Freitas Campos, 20, condenado por roubou e foragido da Justiça. A polícia ainda não o localizou.

O crime

Segundo a polícia, os assaltantes invadiram a casa da família de Brayan quando um tio da criança estacionava, chegando de uma entrega de roupas. No imóvel moravam 11 bolivianos (quatro casais de costureiros e três crianças, incluindo Brayan).

Brayan, a mãe e o pai, Edberto Yanarico Quiuchaca, 28, foram levados para a parte de cima do sobrado. Os demais moradores ficaram no térreo, com parte dos ladrões.

A mãe de Brayan entregou R$ 3.500 aos ladrões. O cunhado dela, abordado na garagem, tinha mais R$ 1.000.

Segundo a mãe do menino, a costureira Veronica Capcha Mamani, 24, os ladrões, insatisfeitos com os R$ 4.500 entregues, deram um tiro na cabeça do menino, que chorava.

O cônsul-geral da Bolívia, Jaime Valdívia, classificou o assassinato do menino como um crime hediondo: "Somos respeitosos às leis brasileiras. Queremos que a polícia encontre o criminoso."

Segundo Felipe Prado, representante do Consulado Boliviano, a família de Brayan morava legalmente no Brasil e já tinha protocolado um pedido de obtenção do RNE (Registro Nacional de Estrangeiro).

Grupo bloqueia a Paulista em ato contra morte de menino boliviano


Cerca de 300 pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, protestam na noite de hoje na avenida Paulista, na região central de São Paulo, contra a morte do menino boliviano Brayan Yanarico Capcha, 5.

O protesto começou por volta das 18h30 e acontece na frente do Consulado-Geral da Bolívia em São Paulo. Por volta das 20h, a pista sentido Paraíso estava totalmente bloqueada na altura do número 1.400.

 

 

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