João Rosan |
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Comunicado afixado na porta da financeira informa suspensão de atividades após assalto à mão armada |
Um comerciante de Bauru, proprietário de uma financeira na Vila Pacífico, decidiu suspender os serviços envolvendo transações com dinheiro depois de ser vítima de dois assaltos em menos de seis meses. Na frente da antiga financeira, um cartaz afixado pelo proprietário, no dia seguinte ao último roubo, comunicava os clientes sobre a decisão. O ‘rombo’ resultado das duas ações no estabelecimento, que funcionava há menos de um ano, significou um prejuízo de quase R$ 40 mil. Um dos acusados foi preso no dia seguinte ao crime. (leia mais abaixo).
“O crime acabou nos vencendo, infelizmente optamos por fechar as portas. Mês a mês o movimento crescia, mas os prejuízos e os riscos acabaram não compensando”, comenta o proprietário do estabelecimento, Reinaldo Correa da Silva, 66 anos, acrescentando que as situações acabaram resultando até em pedido de demissão. “Meu funcionário teve a arma apontada para a cabeça nos dois assaltos e ficou abalado, com medo de continuar trabalhando, já que da última vez houve até tiros”, completa.
A financeira em questão ficava na quadra 7 da rua Salvador Filardi e foi inaugurada em fevereiro de 2012.
Na empresa gerida por Reinaldo trabalhavam seu genro, sua filha e o funcionário que pediu demissão após o segundo assalto.
O local, vinculado à Caixa Econômica Federal (CEF), realizava serviços de crédito e financiamento imobiliário, além de receber boletos bancários, contas de luz e de água e realizar depósito bancário, entre outros atendimentos que facilitavam a vida da população local.
Roubos
O primeiro assalto, conforme o proprietário, aconteceu em dezembro do ano passado, quando um menor acompanhado por um homem invadiu o local, rendeu e trancou os funcionários em um banheiro do estabelecimento, fugindo, minutos depois, com todo o dinheiro do caixa.
Seis meses depois, em 13 de junho deste ano, outros dois homens, um deles de capacete e portando um revólver, também invadiram o local e efetuaram dois disparos, atingindo o chão do estabelecimento e o balcão. Na sequência, eles fugiram levando, novamente, todo o dinheiro do caixa.
Segundo o relato dos funcionários à Polícia Militar, os assaltantes teriam ficado nervosos após não conseguirem as chaves do cofre da unidade, que não estavam no local.
Conforme o JC divulgou, um dia depois da ação, Marcos Gustavo Leme, 19 anos, foi apontado pelas investigações da Polícia Civil como um dos autores do crime. Ele foi preso uma residência na Vila Industrial, onde também estava parte do dinheiro roubado.
O estabelecimento em questão possuía câmeras de segurança e o proprietário planejava a instalação de alarmes antes do ocorrido. “Mesmo aumentando a segurança, achamos que não compensaria o risco. A financeira ficou muito marcada”, frisa Reinaldo.
Mudança de planos
Contabilizando os prejuízos e a fim de evitar maiores conflitos, o proprietário resolveu fechar as portas um dia depois do assalto.
No dia 23 de junho, a equipe do JC esteve no local e flagrou os comunicados pregados ao lado de fora da unidade, que expunham aos clientes, inclusive, os motivos da suspensão das atividades.
Desde o dia 14 de junho, os processos de negócios entregues à Cred House são concluídos e encaminhados diretamente para a Caixa, sendo o atendimento provisório feito por telefone e através do e-mail cred-house@cred-house.com.
Há alguns dias, porém, disposto a enfrentar um novo negócio, Reinaldo abriu uma nova unidade da Cred House, em um endereço próximo ao antigo da Vila Pacífico, contudo a unidade não recebe mais contas nem transações em espécie.
“Agora, lidamos apenas com empréstimos consignados para habitação e atividades que não envolvam dinheiro em espécie. Espero que os bandidos deem trégua”, conclui o comerciante, lamentando os episódios.
