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Tênis

Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

WIMBELDON-1

A primeira semana de Wimbledon foi marcada por várias derrotas envolvendo jogadores entre os primeiros 10 do mundo. Rafael Nadal (5º do mundo) e o suíço Stanislas Wawrinka(10º) ficaram na primeira rodada; o suíço Roger Federer (3º) e o francês  Jo-Wilfried Tsonga (7º), na segunda rodada. O francês Richard Gasquet (9º do mundo) também já está fora. No feminino, a bielorrussa Victoria Azarenka (2ª do mundo), a russa Maria Sharapova (3ª), a dinamarquesa  Caroline Wozniacki (9ª), a russa Maria Kirilenko (10ª), a italiana Sara Errani (5ª) e a alemã Angelique Kerber (7ª do mundo)  já foram para casa. É o pior desempenho dos tops 10 em Wimbledon, desde 1968, quando o torneio passou a ser disputado também por tenistas profissionais.


WIMBLEDON-2

Nos três, quatro primeiros dias de torneio, quando aconteceram as maiores ‘zebras’, com  a grama ainda praticamente intacta, é normal que as quadras estivessem mais rápidas, porém, observamos que o pique da bola estava muito mais rápido que o de costume. Talvez em razão da primavera londrina este ano, bastante úmida, tenha favorecido o crescimento de uma  grama com excesso de umidade. Seja qual for o motivo, o fato é que quadra muito rápida favorece os jogadores com estilo saque-voleio, já que devolvem a bola antes que toque na quadra. Estilo que prejudica esses mesmos jogadores quando em quadras mais lentas, ou mesmo com piques de bola considerados normais. A prova disso é que alguns jogadores ainda ‘vivos’ no torneio, pouco ouvimos falar. No masculino, entre os 16 jogadores que iniciaram ontem os confrontos de oitavas de final, apenas seis foram classificados entres os primeiros 16 cabeças de chave. Entre esses estão o sérvio Novak Djokovic e o britânico Andy Murray. O que se espera é uma final entre eles.


BELLUCCI

Thomaz Bellucci é melhor tenista brasileiro em ranking mundial, atualmente ocupa a 46ª posição. Porém, Bellucci está sem jogar desde abril, em razão de contusão no abdômen e pior, sem data para voltar ao circuito. Como consequência, a cada semana está mais mal classificado. Caso não volte logo depois Wimbledon (em andamento), ou se voltar não tenha bons resultados, no final de julho estará fora dos 100 primeiros do mundo, o que não acontecia desde julho de 2009. A melhor posição já ocupada por Bellucci em ranking mundial foi a  21ª, em julho de 2011.


40 ANOS DE RANKING

A Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) está lançando um livro em comemoração aos 40 anos do início do ranking mundial. O livro conta fatos dos 25 jogadores que já ocuparam o topo do ranking. Desses 25, apenas 16 terminaram o ano como número 1. O brasileiro Gustavo Kuerten é um deles. Feito alcançado no ano 2000. O primeiro número 1 do mundo foi o romeno Ilie Nastase, em 1973, o atual é o sérvio Novak Djokovic. Por enquanto o livro está disponível apenas no site:  www.tenniswarehouse.com. 


BAURUENSES

A tenista bauruense Evelin Gouveia (Luso) foi vice-campeã na categoria 14 anos feminino em torneio federado disputado no último final de semana em Andradina-SP. Na final, perdeu para a tenista local, Giovana Pellin por duplo 6/1. João Pedro P. Silva (Luso) também participou do torneio. Foi derrotado nas semifinais, categoria 14MB.


DICA

A grande maioria das raquetes contém  16 cordas nas verticais e 18 nas horizontais (16x18), ou  18 nas verticais e 20 horizontais (18x20). Raquetes que usam menos cordas geram mais potência a bola, mais efeito, porém, menor controle na batida. Já as com mais, geram menos potência e efeito, mas dão mais controle na batida. Quanto à durabilidade, as raquetes que usam um número, costumam quebrar mais as cordas pelo fato de existir um espaço maior entre uma e outra, sendo assim, um número menor de cordas estão sempre tocando na bola, já com mais cordas, mais delas tocam a bola ao mesmo tempo, o que faz com que seu desgaste seja dividido.


REGRA

Em uma partida sem juiz e em quadra de saibro (terra), caso haja duas marcas e os jogadores não concordem sobre qual marca é realmente a válida, a marca de quem está sofrendo a ação, ou seja, a dúvida está ocorrendo em seu lado da quadra, prevalece. Caso o jogador que está sofrendo a ação diga que a bola foi fora, mas não sabe onde está a marca ou está em dúvida, o ponto deve ser repetido, mas na próxima vez deve mostrar a marca ou perderá o ponto.


CURIOSIDADE-1

No torneio de Wimbledon (em andamento) a premiação masculina e feminina é exatamente igual. Quem perdeu na primeira rodada do qualifying levou três mil libras (R$ 10,4 mil), segunda rodada, seis mil libras (R$ 20,8mil), terceira rodada do qualifying, 12 mil libras (R$ 41,6 mil). Quem perdeu na primeira rodada da chave principal de simples levou 23 mil libras (R$ 77.7 mil). Os campeões das chaves de simples vão levar 1,6 milhão de libras (R$ 5,4 milhões). No ano de 1968, quando a premiação passou a ser também em dinheiro, o campeão levou duas mil libras (R$ 6,7 mil).


CURIOSIDADE-2

Mesmo perdendo para a americana Serena Willians em Wimbledon 2013, a japonesa Kimiko Date, que em setembro vai completar 43 anos, entrou para história como a tenista mais velha a alcançar a terceira rodada no torneio na “era aberta” (quando os torneios passaram a ser disputados também por tenistas profissionais). Também na “era aberta”, a tenista mais velha a vencer uma partida em Wimbledon é a tcheca Martina Navratilova que depois de receber o convite na edição de 2004, venceu a primeira rodada, quando tinha 47 anos. 


ENTRE EM CONTATO

Dúvida sobre regras do tênis, ou alguma dica específica, entre em contato pelo e-mail celsosacomandi@uol.com.br.

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