Tribuna do Leitor

Acordou Brasil: maior crise de representatividade já vista


| Tempo de leitura: 2 min

Em 27/7/2011, escrevi nesta coluna sobre a opinião pública, conceito firmado após a revolução industrial, nos países democráticos e até nos ditatoriais, do seu forte poder de influência na conduta dos servidores públicos, mais especificamente naqueles que ocupam cargos políticos. Explicitando melhor, "opinião pública" é o que o povo pensa e expressa seu desagrado com influência em decisões que podem alterar o destino do País. Falava ainda que, nos países modernos este instituto tem o poder de influenciar nas decisões de governantes: "... de forma a governar, a favor da felicidade do maior número de pessoas".

A leitura que faço deste momento histórico, onde o povo está nas ruas para se manifestar contra o governo, e a ausência de representatividade, ou seja, todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, e os representantes ora eleitos, sem exceção, não mais estão aptos a governarem segundo o que deseja seu povo. Ainda não surgiu qualquer liderança que esteja suficientemente capacitada para efetuar a vontade popular, mas isso é uma questão de tempo. No entanto, a leitura dos acontecimentos nos fala que do jeito que está não pode continuar.

O Brasil, outrora gigante adormecido, acordou. Não me preocupo, porque estamos indo na direção certa. Não é hora de desaparecer, não adianta querermos a qualquer custo achar um governante para o nosso País e meter os pés pelas mãos, como é o caso de alguns muitos quererem que o presidente do STF seja o futuro presidente do País. Deixe ele lá. O que ele sabe fazer de melhor já demonstrou que é naquela casa. E é lá que precisamos dele.

Penso que na próxima eleição a presidente não será reeleita e nenhum partido de direita ganhará a eleição. Os partidos que aí estão também muito pouco poderão fazer a título de representação popular. Agora que o Brasil acordou, novas lideranças com legitimidade deverão surgir e o nível de corrupção chegará ao patamar dos países modernos e democráticos, o que já somos hoje. Essa é a leitura que faço do nosso Brasil moderno e democrático.

Valdemir Pereira

Comentários

Comentários