Nacional

Caminhoneiro é morto após tentar furar bloqueio no RS

Agências
| Tempo de leitura: 2 min

O caminhoneiro Renato Lange Kranlow, 44 anos, foi morto no Rio Grande do Sul depois de tentar furar uma barreira de um protesto na BR-116, em Camaquã (a 129 km de Porto Alegre), na noite de anteontem. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, ele viajava de Pelotas para Porto Alegre e precisou parar em um posto de gasolina por causa de manifestantes. No local, ele recebeu um soco de um homem e procurou ajuda da PRF. Enquanto se deslocava para a delegacia, seu veículo foi atingido por uma pedra, que quebrou o para-brisa e acertou seu pescoço.

De acordo com a PRF, o caminhoneiro pediu ajuda para a polícia com o rosto ferido por causa do soco, mas ainda conseguindo dirigir. Uma viatura acompanhava o veículo à distância.

Kranlow teve um ferimento na traqueia, segundo a PRF. A polícia chamou os bombeiros, mas quando o resgate chegou ele já estava morto. O Instituto Médico Legal de Camaquã vai examinar o corpo. Ainda de acordo com a PRF, ninguém foi preso. O caso é investigado na delegacia de Cristal (a 135 km de Porto Alegre).

Mais mortes

Após três dias de protestos, caminhoneiros em diversos Estados do País decidiram encerrar a paralisação ontem. Os protestos de caminhoneiros que interditam rodovias do País desde segunda-feira deixaram, entre a noite de anteontem e a manhã de ontem, pelo menos cinco mortos em dois Estados: Bahia e Rio Grande do Sul.

Além do caminhoneiro que morreu após se atingido por uma pedra no Rio Grande do Sul, na BR-116, em Cândido Sales (595 km de Salvador), um acidente entre uma van e uma carreta parada na pista provocou a morte de quatro pessoas às 5h30 de ontem.

A PRF informou que a van seguia no sentido Norte/Sul e bateu atrás da carreta, parada na pista por causa do protesto de caminhoneiros.

“O acidente ocorreu por causa da manifestação dos caminhoneiros. Estava escuro e tinha serração. O motorista da van não conseguiu parar”, disse a policial rodoviária Darline Chagas.

A colisão ocorreu no km 900 da rodovia. Trata-se de um trecho plano, sem curvas e sem duplicação.

O motorista da carreta não se machucou. Ele foi levado para a delegacia local para prestar depoimento. A PRF não sabe se ele estava parado no protesto por vontade própria ou forçado pelos outros caminhoneiros.

Comentários

Comentários