João Rosan |
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Passando a bola - Joaquim Figueiredo (à direita) passa o cargo para Sandro Fabiano, que terá mandato de dois anos |
Apaixonado pelo basquetebol desde o tempo do Tilibra/Copimax, Sandro Renato Fabiano terá agora uma nova missão: responder pelo clube que representa a cidade na elite da modalidade, e que se tornou um dos grandes símbolos de Bauru nos últimos anos.
Proprietário da Dolar, Sandro é bauruense, tem 44 anos e acabou entrando na diretoria do Bauru Basket justamente através de uma colaboração de sua empresa ao time, em 2008, quando o projeto foi retomado. Desde então, o empresário passou a ajudar na diretoria, e desde o começo deste mês, responde pela presidência do clube, substituindo Joaquim Figueiredo. O JC conversou com o novo presidente da equipe, que falou da expectativa para os próximos dois anos - tempo de seu mandato. Confira os principais trechos da entrevista.
JC – Como começou sua paixão pelo basquete?
Sandro – Acho que a exemplo de outros bauruenses, foi no tempo do Tilibra, mas na época era só assistindo. Meu envolvimento começou a ficar mais forte quando fui convidado pelo Joaquim (Figueiredo, que acaba de sair da presidência) para ajudar na diretoria, em 2008. Na época o Rodrigo Coube era o presidente. O Joaquim foi até a minha loja, pois precisava montar o apartamento de alguns reforços que estavam chegando. Como eu trabalho com refrigeração, eu cedi microondas, geladeira, sem cobrar nada. Eu já gostava de basquete, fui me envolvendo mais e acabai ajudando a organizar. Fui entrando e agora vai ser difícil sair do basquete (risos).
JC – Quais cargos já teve na diretoria?
Sandro – No começo só ajudava mesmo, depois fui para a diretoria administrativa, e agora na presidência. Mas essa diretoria tem como foco trabalhar junto, não é o objetivo de ninguém se promover, um ajuda o outro. Tanto que eu só aceitei se o Joaquim continuasse (agora ele será vice-presidente).
JC – E o momento atual de Bauru, como avalia?
Sandro – Bauru está em uma momento legal e o trabalho feito aqui tem sido elogiado por vários times, na própria Liga Nacional também, em termos de organização, estrutura.
JC – Aliás, aqui a torcida tem ajudado muito também...
Sandro – Demais. A torcida aqui faz a diferença. Além da Fúria (organizada), que vai em todos os jogos, vai fora também e vem até em treino, você percebe que as pessoas que vem são fieis. Quem vem é porque realmente gosta disso e traz a família. Eu acho isso legal, porque eu também vim da arquibancada.
JC – Apesar da Panela de Pressão ter ficado pequena em jogos maiores, manter a cidade abraçando o time é um desafio.
Sandro – Com certeza, acredito que a gente precisa fortalecer o plano de sócio-torcedor (conhecido como “Eu Sou Torcedor”). Em playoff ainda é difícil essa questão de ingresso, e se mais gente aderir, resolve bastante, pois quem está neste plano já garante ingresso para todos os jogos da temporada. Vamos focar um pouco mais nisso, até porque existem planos para as cadeiras cativas e também para a arquibancada.
JC – Gostou da montagem da equipe?
Sandro – Acredito que foi bom, apesar de ter perdido jogadores como Pilar, Jeff Agba e Coleman, que também acrescentavam muito na parte humana, enquanto pessoas mesmo. Tivemos boas contratações, Murilo, Tischer, o garrafão ficou bem mais forte. Eu acho que em um time profissional, competitivo, com jogadores de nível de Seleção Brasileira, temos que buscar títulos. Tem que entrar em quadra para isso. Se não der, não será por falta de esforço, pois o objetivo é este. Os outros times se reforçaram, mas tem que entrar com a faca nos dentes em quadra.
JC – O que falta ao projeto?
Sandro – Falta mais um patrocinador master, para somar ao Paschoalotto. Se acontecer isso, seria o ideal. A Paschoalotto deu exemplo ao acreditar no basquete, renovou por três anos. Com isso, vários jogadores tem este período de contrato e até outros parceiros também entraram por três anos, como o Saúde São Lucas. Mas um novo parceiro é importante, nosso orçamento está no limite.
JC – O que o Sandro gosta de fazer fora do basquete?
Sandro – Gosto de ficar com a minha família (com a esposa Luciana e a filha Nayara), gosto de cantar, mas não em público (risos) e de trabalhar também, são mais de 12 horas por dia.
