A polícia recebeu, neste fim de semana, dois registros de estelionato. Em um dos episódios, uma cozinheira de 34 anos recebeu uma ligação de um suposto promotor de uma operadora de telefonia que tentava convencê-la de que havia ganhado prêmios e, para recebê-los, deveria comprar créditos e fazer um depósito bancário. Em outra situação, uma mulher de 70 anos caiu no golpe do estelionatário que fingiu ser seu sobrinho informando que havia sofrido um acidente e, por isso, precisava de dinheiro.
No caso da primeira vítima, ela relata ter recebido uma mensagem em seu celular dizendo que era a ganhadora de dois smartphones, além de R$ 31 mil em dinheiro. Para receber, ela teria que responder para um determinado número indicado.
A vítima ignorou tais mensagens, mas na manhã seguinte, ontem, recebeu uma ligação telefônica de uma pessoa que se identificou como promotor da operadora no Estado do Ceará, afirmando que ela realmente havia ganhado tais prêmios e que deveria, então, comprar créditos para recargas em celulares da operadora no valor de R$ 25,00 cada uma, além de efetuar um depósito bancário no valor de R$ 100,00.
Depois disso, o suposto promotor passou a ligação para outro homem, que se identificou como sendo gerente da operadora, também do Estado do Ceará. Mesmo assim, a cozinheira se recusou a efetuar tais compras e depósitos. Em seguida, o estelionatário passou a dizer que já havia conseguido todos os seus dados, como número da conta-corrente, banco e nome completo dela e de seu esposo.
Assim, a mulher fez o registro de BO e foi orientada a bloquear o número do celular, assim como o cartão bancário. A polícia investiga a origem dos estelionatários, assim como os números de celulares fornecidos por eles e identificados pela vítima em seu aparelho.
‘Falso sobrinho’
Em outro caso de estelionato, uma idosa de 70 anos foi a vítima. Moradora do Granja Cecília, em Bauru, ela contou aos policiais que, na manhã de ontem, recebeu um telefonema de um homem que afirmou ser seu sobrinho e que teria sofrido um acidente na estrada e precisava de uma quantia de dinheiro, no valor aproximado de R$ 2.800,00, pedindo para depositar ao menos R$ 2 mil para ajudá-lo.
Acreditando ser um familiar seu, a vítima então chegou a depositar o valor-limite de sua conta, R$ 1 mil. Após coletar o comprovante de depósito, então percebeu que se tratava de um golpe.