Saúde

Conta-gota


| Tempo de leitura: 4 min

Saúde masculina

A Sociedade Brasileira de Urologia mobilizou médicos e a sociedade civil para expressar sua opinião em relação ao Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cuja votação pública termina hoje. Dos 24 procedimentos solicitados pela SBU, apenas seis estão sob consulta e deverão ser incluídos. Outros procedimentos importantes para a saúde do homem correm o risco de ficar de fora.


Perda urinária

"Homens vão ser privados, por exemplo, do seu direito a ter um esfíncter artificial, que é o tratamento mais eficaz para tratar a perda urinária, que pode acontecer após tratamento do câncer de próstata. Também podemos ficar sem as modernas técnicas de tratamento para a hiperplasia benigna da próstata como o laser", aponta o presidente da SBU, Aguinaldo Nardi.


Outros procedimentos

A SBU tem trabalhado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Vídeo Cirurgia (Sobracil) para inclusão de procedimentos laparascópicos, que também ficaram fora da consulta pública e podem não ser incluídos. Os tratamentos que estão em consulta pública, sendo aprovados começam a valer em 2014. No entanto, os que não forem incluídos agora só terão oportunidade de entrar na listagem em 2016.


Último dia para votar

"Participar da Consulta Pública da ANS e exigir novos tratamentos nos planos de saúde é um dever do cidadão. É papel da classe médica também se mobilizar e opinar sobre os tratamentos que fazem a diferença na vida de seus pacientes", diz Nardi. Acessando até 7 de julho o site da ANS (www.ans.gov.br), no caminho Sociedade/Consultas Públicas, os brasileiros podem contribuir para que uma parte do sistema de saúde se aprimore.


Transplante de fígado

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) lançaram na última quarta-feira, na Capital paulista, um guia de procedimentos para ajudar pacientes transplantados do fígado e que tenham doenças hepáticas graves a terem reduzidos os fatores de risco de infecção nos períodos anterior e posterior ao transplante. As novidades serão apresentadas durante o 40º Gastrão - Curso de Atualização em Cirurgia do Aparelho Digestivo, Coloproctologia, Transplante de Órgãos do Aparelho Digestivo e Endoscopia, na capital paulista.


543 pacientes

O estudo, feito no Serviço de Transplante e Cirurgia do Fígado do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (Fmusp), foi publicado em junho no periódico Liver Transplantation. Segundo o diretor da Divisão do Aparelho Digestivo e Coloproctologia do HCFMUSP e coordenador da pesquisa, Luiz Carneiro D?Albuquerque, todos os pacientes que passaram por transplante de fígado entre 2002 e 2011 no HC foram avaliados. Nesse período, foram 597 transplantes e 543 pacientes. "O Brasil transplantava por ordem cronológica, mas a partir de 2006 mudou-se para o critério de gravidade, colocando os mais urgentes no início da fila".


Custo do tratamento

Com isso, os profissionais começaram a observar o impacto da gravidade desses doentes na sua evolução e notaram que aqueles mais graves são infectados com frequência, precisam de dosagens maiores de antibióticos e internações prolongadas e, muitas vezes, chegam à morte. "Aqueles que têm necessidade de um novo transplante ou que recebem muito sangue também têm pior evolução e apresentam custo excessivo no tratamento". D?Albuquerque explicou que entre esses procedimentos estão maiores cuidados, com coberturas maiores de antibióticos, e até mesmo a desistência do transplante em pacientes com poucas chances de sobrevida.


Distribuição de órgãos

A ideia é ainda levantar uma discussão para definir melhor a distribuição dos órgãos no Brasil, como é feito em outros países. "A indicação de transplantes no Brasil, por mês, fica acima de 14, nos EUA se transplanta, em média, 22. Nossa média aqui foi 34 no último mês, então são doentes muito mais graves, com complicações maiores e com sobrevida de 77% ao final de um ano. enquanto nos EUA, onde se transplanta com gravidade menor, chega a 96%". Ele destacou que muitas vezes é preciso fazer um segundo transplante porque os pacientes mais graves "consomem rapidamente" o novo órgão."


Vacinação contra HPV

Mulheres com mais de 25 anos poderão ser vacinadas contra o HPV (papilomavírus humano), de acordo com decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada Diário Oficial da União. Antes, a aplicação da vacina era limitada a mulheres de 9 anos a 25 anos. O HPV é uma doença sexualmente transmissível. A infecção causada pelo vírus aumenta em até 100 vezes o risco de a mulher desenvolver câncer no colo do útero. A vacina imuniza contra os tipos mais comuns do vírus.

Comentários

Comentários