Regional

Acidente mata casal e gera comoção

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Reprodução/Internet

Administradora Vanessa Fernanda e advogado Marcelo Hilst Ribeiro: tragédia na rodovia

Um casal de namorados de Jaú morreu no final da noite de anteontem num acidente ocorrido na altura do quilômetro 162 da rodovia Otávio Pacheco de Almeida Prado (SP-255), entre Jaú (47 quilômetros de Bauru) e Barra Bonita.

No ano passado, vereadores lançaram o movimento “Duplica Já” visando cobrar do governo do estado duplicação da rodovia (leia mais abaixo).

As vítimas fatais são o advogado Marcelo Hilst Ribeiro e a administradora Vanessa Fernanda Ribeiro, ambos com 28 anos. De acordo com informações da Polícia Militar Rodoviária, eles trafegavam pela SP-255 em um GM/Classic, com placas de Jaú, no sentido Barra Bonita-Jaú.

Por volta das 23h40, por razões a serem esclarecidas, o carro colidiu frontalmente com um caminhão Mercedes Benz, com placas de Franca, conduzido por Acácio Rodrigues da Silva, 40 anos. O casal ficou preso nas ferragens e morreu no local. O motorista do caminhão não se feriu.

A Polícia Científica foi acionada e as causas do acidente serão investigadas. Sob forte comoção, os corpos de Marcelo e Vanessa foram velados no prédio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Jaú, na avenida Rodolpho Magnani, 295, no Centro, e sepultados às 16h30, no Cemitério Municipal.

Mortes

Em março do ano passado, Alexandre Rogério Gregório Dias, 29 anos, e sua noiva Natália Bragion Leite, de 25 anos, que moravam em Barra Bonita, morreram numa colisão frontal entre dois carros ocorrida no quilômetro 161 da SP-255. O condutor do segundo veículo envolvido, A.S.O., 36 anos, que era de Jaú, também morreu no acidente.

Em abril deste ano, a bauruense Ana Paula Prestupa Massari, 32 anos, morreu depois que o veículo que conduzia foi atingido por caminhão-baú no trevo que liga uma vicinal ao quilômetro 174 da rodovia Otávio Pacheco de Almeida Prado (SP-255), em Barra Bonita.


‘Duplica Já’

Lançado oficialmente por vereadores de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê no dia 20 de abril de 2012, o “Duplica Já” é considerado o primeiro movimento organizado do tipo e conquistou o apoio de várias igrejas, instituições e clubes de serviços de diferentes municípios, entre eles o Rotary.

Os parlamentares acreditam que a duplicação diminuiria o índice de acidentes e melhoraria o tráfego e o escoamento da produção no interior.

O vereador Marcos Oliveira dos Santos (PP), um dos principais articuladores, disse que, em dias de grande movimento, o percurso de 17 quilômetros até Jaú pode levar até 50 minutos.

No ano passado, o deputado estadual Luiz Carlos Gondim (PPS) participou de audiência pedindo a duplicação da SP-255. Em abril deste ano, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) aderiu ao movimento e solicitou ao governador Geraldo Alckmin, do mesmo partido, agilidade na obra.

Passeata

Em maio, os Rotary Clubs de Jaú divulgaram balanço do movimento. Até o início de abril, a comissão havia coletado mais de 200 mil assinaturas, em abaixo-assinados tradicional e virtual, para cobrar execução da obra. Os documentos serão encaminhados ao governo estadual.

No dia 15 de junho, as entidades realizaram uma passeata para reforçar o pedido de duplicação da rodovia de Jaú a São Manuel, próximo a rodovia Marechal Rondon (SP-300).

A SP-255, que “nasce” em Ribeirão Preto, segue até a divisa com o Estado do Paraná, passando por Araraquara, Jaú, Barra Bonita, São Manuel, Avaré e Itaporanga. Cruza outras rodovias do Estado, como a Washington Luiz (SP-310), Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), Marechal Rondon (SP-300) e Castelo Branco (SP-280).


Professor: ‘estarrecido’

O advogado e professor de direito Moacyr Caram Júnior recebeu a notícia sobre a morte do colega de profissão com bastante tristeza.

“Ele foi meu aluno, o pai dele foi meu aluno e a mãe dele foi minha aluna na Fundação Educacional Raul Bauab, onde eu sou professor até hoje”, conta.

Segundo o advogado, Marcelo (formado advogado pela ITE, em Bauru) era uma pessoa muito inteligente e aluno bastante dedicado. “Eu estou estarrecido”, diz. “O menino tinha muito talento”.

 

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