Economia & Negócios

Centrais pedem derrubada de 3 vetos

Folhapress
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Sete centrais sindicais pediram ontem ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a derrubada de três vetos da presidente Dilma Roussef que podem trazer prejuízos de R$ 5 bilhões ao governo. Às vésperas da mobilização marcada pelos sindicalistas contra o governo Dilma, as centrais querem derrubar o veto ao fator previdenciário, ao projeto que concede aumento aos aposentados e à chamada emenda 29, que garante investimentos na área de saúde.


Só a derrubada do fator previdenciário deve trazer prejuízos da ordem de R$ 3 bilhões para o governo. O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), disse que os sindicalistas esperam que o Congresso atenda as suas reivindicações uma vez que o governo não acatou os pedidos das centrais.


“A Força Sindical perdeu a paciência com o governo Dilma. Nenhuma reivindicação nossa foi atendida. O governo terá muita dor de cabeça daqui para o final do governo dela”, afirmou o deputado. Renan disse que vai decidir hoje, ao lado de líderes da Câmara e do Senado, critérios para que o Congresso vote os cerca de 1.700 vetos pendentes de análise no Legislativo. Os vetos se acumularam nos últimos dez anos sem votação pelos congressistas.


O governo teme que os chamados “vetos bomba” sejam colocados em votação, como o fator previdenciário, com prejuízos que podem somar mais de R$ 200 bilhões aos cofres públicos.


“A presidente tem muita preocupação com a repercussão fiscal dos vetos. O importante é encontrarmos um critério consensual para atender o governo e o Congresso”, disse Renan.


Dilma pediu ontem a Renan, em reunião com a presença do vice-presidente, Michel Temer, e do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), cautela do Legislativo na análise dos vetos. Para Renan, o Congresso deve ter “preocupação” com os vetos que vão trazer impactos fiscais ao Executivo.


O presidente da Força Sindical disse que o governo precisa escolher “prioridades” ao invés de negar “direitos aos trabalhadores brasileiros”.

 

Petroleiros

Os petroleiros devem participar do movimento que está sendo chamado de Dia Nacional de Lutas com Greves e Paralisações, idealizado por centrais sindicais. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) sinalizaram que seus filiados irão aderir ao movimento.


Em sua página na Internet, a FUP informa que os petroleiros da Refinaria Presidente Getulio Vargas (Repar), em Araucária (PR), farão uma greve de 24 horas com corte de rendição. Entre as reivindicações está a suspensão de novos leilões de áreas de concessão de petróleo. Mais cedo, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou as minutas do edital da 1.ª licitação de áreas do pré-sal, prevista para outubro.

 

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