Regional

Suspeito é morto em troca de tiros

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Jornal Acontece Botucatu

Sargento Domingos foi salvo pelo colete à prova de bala

Rogério Bernardo Nunes, de 29 anos - suspeito de participar do assassinato do cunhado, de 27, na noite de sábado, no distrito de Rubião Junior - foi morto a tiros durante confronto com a Polícia Militar em Botucatu (100 quilômetros de Bauru).

Um sargento foi baleado no peito, mas foi salvo pelo colete à prova de balas. O caso ocorreu pela manhã.

Rogério estava com a prisão temporária decretada a pedido da Polícia Civil.

Após receber denúncia informando que ele estaria escondido na residência de um tio, localizada na rua Pedro Carmelin Neto, no parque residencial Vinte e Quatro de Maio, por volta das 11h, uma equipe da PM foi até o endereço para cumprir o mandado.

“Na hora em que foram executar a prisão, o rapaz recebeu os policiais a tiros. Um dos PMs reagiu para se defender e acabou alvejando o procurado, que não resistiu aos ferimentos”, diz o delegado Marcos Sagin Campos, da 1ª Central de Polícia Civil.

Rogério Bernardo Nunes foi morto na casa de uma tia

Rogério foi atingido no tórax pelos disparos (a quantidade não foi informada nesta quarta-feira).

O sargento Wladimir Domingos Alves também foi baleado no tórax, mas, por estar usando o colete à prova de balas, teve apenas lesão leve no lado direito do peito. Os dois foram socorridos e levados ao Pronto-Socorro (PS) do Hospital das Clínicas (HC). O PM foi medicado e liberado. Já Rogério morreu antes de dar entrada na unidade.

Em decorrência

Segundo o delegado, a polícia apreendeu um revólver calibre 32, com seis cápsulas deflagradas, que teria sido utilizado pelo suspeito do homicídio de anteontem para atirar nos policiais. Um inquérito foi instaurado para apuração do episódio.

Marcos Sagin Campos conta que, nesse caso, a ocorrência fica classificada como “morte decorrente de intervenção policial”.

“Em princípio, quem mata alguém pratica o artigo 121, mas não necessariamente pratica o crime de homicídio porque pode haver uma excludente, no caso a legitima defesa, que é a hipótese com a qual nós estamos trabalhando”, explica.

Relembre

Conforme divulgado ontem pelo JC, a morte de Evandro Barreto dos Santos, 27 anos, foi marcada por extrema violência.

Após denúncia de populares, na manhã de domingo, ele foi encontrado degolado e com sinais de agressão e perfurações pelo corpo, em uma plantação de eucaliptos no jardim Botucatu, distrito de Rubião Júnior.

Os hematomas nas costas e várias perfurações causadas por faca na face, tórax, abdômen e pernas da vítima denotavam a gravidade do crime. Ele também tinha corte profundo no pescoço e estava com o crânio esmagado e o rosto desfigurado.

No local, foram apreendidos pedaços de madeira com manchas de sangue, uma cadeira de bar, uma lata de tinta e uma faca de serra, objetos que, segundo a polícia, teriam sido usados na agressão. Uma testemunha contou à polícia que, no sábado, por volta das 22h, um homem pulou o muro de sua residência pedindo por socorro.

Com medo, ela não abriu a porta. Na sequência, outras pessoas também teriam entrado no quintal da casa e arrastado o homem até a rua, deixando para trás um dos pés do sapato que ele calçava.

E a mulher?

Indagada, a esposa de Evandro, Sueli Aparecida Bernardo Nunes, 36 anos, acabou confessando à polícia que seu irmão, Rogério Bernardo Nunes, havia matado seu marido para vingar as agressões que ela sofria.

Sueli teve a prisão temporária decretada e foi conduzida à cadeia de Porangaba. Rogério também teve a prisão decretada, mas não foi localizado. A Polícia Civil ainda tenta identificar os demais envolvidos no crime.

Revólver calibre 32 teria sido usado para atirar nos PMs

 

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