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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu de forma unânime pela elevação da taxa Selic, referência do juro no País, para 8,5% anuais, na noite de ontem (veja quadro).
Com o juro básico em 8,5% ao ano, a poupança continua mais atraente que a maioria dos fundos de renda fixa considerando o ganho líquido mensal, que desconta taxas cobradas e impostos. É o que mostra levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
Na comparação, a caderneta se revela uma boa alternativa mesmo após a mudança das regras de rentabilidade das aplicações feitas a partir de 4 de maio do ano passado.
Pela norma, os novos depósitos rendem 70% da Selic mais Taxa Referencial (TR), atualmente zerada, sempre que o juro básico, a taxa Selic, for menor ou igual a 8,5% ao ano.
Para depósitos anteriores a 4 de maio de 2012, ou quando a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, vale a regra de antes da mudança: remuneração de 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano) mais a TR, que deve deixar de ser zero nesse cenário. A TR deve subir porque seu cálculo está diretamente relacionado ao desempenho da Selic e ao número de dias úteis do mês.
De acordo com o professor economista José Vieira Dutra Sobrinho, a TR deve fechar o mês de julho acima de zero, considerando a Selic mais alta (8,5% ao ano) e os 23 dias úteis do mês, total superior à média de 21 dias úteis. E, no cenário de juros mais altos, deve se manter acima de zero.
Segundo a Anefac, a nova poupança, com rentabilidade de 0,48% ao mês (com a Selic em 8,5% ao ano), ganha de todos os fundos de renda fixa com taxa de administração a partir de 2% ao ano, independentemente do prazo para resgate dos recursos.
Já os fundos que cobram 1,5% ao ano de taxa só pagam mais se o saque for feito após dois anos. Os fundos com taxa de administração de 1% compensam com resgate após seis meses. Somente produtos que cobram 0,50% ao ano - normalmente, em aplicações acima de R$ 50 mil - sempre vencem da poupança.
