Cultura

Vida à madeira


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A Galeria de Arte “Angelina W. Messenberg”, da Secretaria de Cultura, recebe até o dia 26 de julho a exposição “Da Madeira morta à Madeira Viva”, do artista Gennarino Calabrese. São 31 obras de marchetaria que integram a mostra.

Natural de Brescia, Itália, hoje com nacionalidade ítalo-brasileira, Gennarino, mais conhecido como Rino, elabora suas obras através da técnica de marchetaria que consiste em embutir diversos materiais (madeira, metais, madrepérola, pedras, marfins, etc) em superfícies planas de móveis, painéis, pisos, tetos e telas.  O material de trabalho é coletado na natureza, em algumas madeireiras, e também adquiridos, sempre com a aquisição de madeiras certificadas. As madeiras mortas são transformadas pelas mãos do artista Rino, em extraordinárias obras vivas, originando o título da exposição.

Diversidade

Suas obras, em diversos tamanhos e numa infinidade de madeiras, com tons de amarelo claro a marrom, permeando tons de vermelhos e rubros até mesmo tons de preto e cinzas, são nuances de madeiras nobres, que completam a árdua e trabalhosa confecção e montagem de suas obras, que retratam personagens, mulheres, paisagens, abstratos e até mesmo algumas releituras. A exposição integra a seleção de projetos aprovados por chamamento público de 2013/2014.


Origem milenar

A arte de embutir madeiras coloridas em superfície de madeira, de modo a contrastar, para criar projetos artísticos, foi praticada habilidosamente pelos egípcios antigos. Das minas de cobre próximas desenvolveram o bronze, com que fizeram as lâminas dentadas para se usar como serras. Com o aprimoramento das serras e das técnicas expandiu o embutimento ilustrado, a marchetaria. As partes separadas de um retrato agora seriam recortadas dos folheados a partir de um projeto. Estas peças eram então juntadas e este conjunto inteiro era colado a um fundo contínuo, chamado de marquetry, ou seja, marchetaria.

 

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