Bairros

Pacientes criticam demora para retirar medicamentos

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Pacientes autorizados a receber medicamentos gratuitos da prefeitura estão irritados. Recentemente, o município centralizou a distribuição de remédios, o que aumentou a fila de espera na farmácia localizada no cruzamento entre as ruas Quinze de Novembro e Alfredo Ruiz.

No final da manhã de ontem, segundo pessoas que procuraram o JC, havia mais de 50 pessoas aguardando atendimento. Com apenas quatro atendentes – sendo duas destinadas à fila de idosos –, o tempo de espera chegava a mais de uma hora.

Segundo o JC apurou, no local ficou concentrada a distribuição de medicamentos antes feita nas farmácias do Ambulatório de Saúde Mental (antigo Naps) e da Unidade Básica de Saúde do Centro. Mas, de acordo com o engenheiro José Roberto Eleutério de Oliveira, 59 anos, ali também passaram a se concentrar os pacientes que receberam prescrições médicas nos postos de saúde das vilas Falcão e Ipiranga.

“Já tinha ido à farmácia outras duas vezes nesta semana, mas sempre desistia por causa da lotação. Hoje (ontem), como meu remédio tinha acabado, tive de ficar. Foi quase uma hora e meia de espera”, reclama ele, que toma antidepressivos.

Oliveira conta que a centralização ocorreu há cerca de dois meses. O secretário municipal, Fernando Monti, não foi localizado pela reportagem para explicar os motivos da mudança.

Assim como Oliveira, o autônomo Osvaldo Luís Batista, 50 anos, também depende de antidepressivos e costumava retirar o remédio na farmácia do Ambulatório de Saúde Mental. “Demorava cinco minutos para pegar. Como sou diabético, também precisava ir à farmácia da Falcão e, mesmo assim, eu demorava menos tempo para voltar para casa do que demoro agora”, lamenta.

Além do maior tempo de espera, ele destaca que, agora, os pacientes precisam se deslocar por longas distâncias para chegar até a farmácia localizada na rua Quinze de Novembro. “Muitos são idosos e precisam tomar dois, três ônibus. São aposentados que recebem pouco e isso representa gasto. Fora o movimento de veículos naquela região, que é perigoso”, enumera.

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