Cultura

Som infinito

Mariana Cerigatto
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Reprodução/Facebook

Banda formada por Lucas Silveira, Gustavo Mantovani, Bell Ruschel e Mario Camelo será atração, hoje à noite, no Jack Music Pub

Consolidada no cenário mainstream nacional, a Fresno já tocou em todos os principais festivais do país. Com 13 anos de estrada, os gaúchos estão lançando seu sexto disco, “Infinito”, que marca a volta da banda ao cenário independente. Focados nas novidades do disco, Lucas Silveira (guitarra e vocais), Gustavo Mantovani (guitarra), Bell Ruschel (bateria) e Mario Camelo (teclados) desembarcam hoje em Bauru para show no Jack Music Pub, a partir das 23h, em pleno Dia Mundial do Rock.

Os rapazes prometem fazer uma apresentação baseada no novo álbum, mas também passar pelos sucessos que marcaram a carreira da banda. O álbum abre com “Homem Ao Mar”, “um soco na cara” em que a banda - intencionalmente - borrou a linha que divide o que é guitarra e o que é sintetizador. No entanto, é justamente nos seus ‘respiros’ que “Infinito” se mostra como um salto de composição e produção.

Faixas como “O Sonho do Visconde (O Resto É Nada Mais)” mostram como Lucas consegue sair do suave/contemplativo e desembocar no intenso/urgente em questão de segundos. Os pianos de Mário são despejados em camadas, ornados com sintetizadores de característica cinemática e a bateria ‘gigante’ de Bell Ruschel.

A dobradinha formada pela instrumental “Sutjeska” e a surpreendente “Farol” apontam um flerte entre a Fresno e a MPB, embora a melancolia de sua letra remeta mais aos grandes poetas da era romântica do que à alegria mambembe do samba de raiz. “Infinito” é, sem sombra de dúvidas, o disco de maior abrangência sonora da história da Fresno, que finca com cada vez mais convicção seu pé no cenário do rock brasileiro.

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