Após ter sido preterido pela diretoria do São Paulo, que escolheu Paulo Autuori para comandar a equipe, Muricy Ramalho disse ter como objetivo voltar a treinar o time que o revelou para o esporte.
"É um dos meus objetivos [voltar ao São Paulo]. Como da primeira vez que saí do clube, a cabeça está igual agora, vou vir forte de novo e para ser campeão. Tenho paciência, vou esperar e vou vir forte", afirmou ao programa "Esporte Fantástico", da Record.
Após deixar o Santos e ver Ney Franco ser demitido do São Paulo, Muricy declarou não ter sido procurado por nenhum dirigente são-paulino durante a negociação. "A gente sente um pouco, mas sabe que é do futebol, é normal isso, às vezes me escolhem e não escolhem outro."
Na última quinta-feira (11), o presidente Juvenal Juvêncio defendeu a escolha de Autuori e negou que o veto a Muricy partiu do seu vice Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, alegando que o dirigente não teria poder para tal decisão.
Os ganhos de Muricy, que faturava cerca de R$ 700 mil mensais no Santos, são considerados fora da realidade pelo São Paulo. O salário de Autuori não foi divulgado, mas não chega à metade desse valor.
Com o nome gritado pela torcida nas arquibancadas do Morumbi nas últimas partidas, Muricy se mostrou feliz com o apoio da torcida. "Ser lembrado pelo torcedor não tem dinheiro que pague."
Apesar da fama de centralizador, Muricy disse que costuma conversar sempre com os jogadores. Porém, evitou opinar sobre o trabalho de Autuori. "O time estava muito inseguro, nervoso, percebe-se. O Paulo [Autuori] vai ter que trabalhar muito isso e ele tem competência para isso."